O ex-deputado federal Jerônimo Reis (DEM) foi prefeito de Lagarto no início do século. Perdeu cargo de parlamentar em 2010, após condenações em processo ao qual foi investigado pela contratação de funcionários fantasmas durante sua gestão; depois disso, seus colegas deputados da Comissão de Ética, da Câmara de Deputados (CD), aprovaram a cassação do seu mandato.

Chama atenção como, 10 anos depois, a passagem de Jerônimo pela Câmara dos Deputados reapareceu nos holofotes da política. Ao final de 2019, O Papa-Jaca trouxe que Manoel Sizino, ex-secretário parlamentar no gabinete do deputado Reis entre 2007 e 2009, havia sido preso em operação do GAECO no Rio Grande do Sul, acusado de chefiar organização criminosa.

Manoel, não é desconhecido para o Ministério Público: ele já foi condenado por estelionato no município de Laranjeiras. Outro detalhe: quando foi secretário de Jerônimo, na CD, processo já havia transitado em julgado.

Incomodado com a manchete, o deputado cassado foi o segundo da família a abrir processos contra o editor-chefe do O Papa-Jaca, Danniel Prata. Seu filho, Fábio, atualmente deputado pelo MDB, já foi derrotado em 1ª instância após alegar que matéria sobre aluguel de carros em carreata da família, na campanha de 2018, por parte de candidata investigada pela Polícia Federal, geraria danos morais. A decisão é da dr.ª Daniela Bayma, juíza no Juizado Especial Cível e Criminal de Lagarto.

Do mesmo modo, ação de Jerônimo contra Prata foi julgada improcedente nesta segunda-feira (5) pela dr.ª Camila Ferreira, também do Juizado Especial. Em trecho, ela escreve: “não se verifica que a menção ao nome do demandante nas matérias tenha se dado com o escopo de depreciar os direitos de personalidade, não se tratando de notícias falsárias e inexistindo distorções dos fatos ocorridos. Logo, deve prevalecer o direito de informação”.