Apontado pelo Ministério Público de Sergipe (MPSE) como responsável pelo homicídio qualificado contra o funcionário Jorge Alexandre Souza Santana, gerente de uma das empresas da família, em 2019, Rodrigo Rocha recebeu neste domingo (4) o benefício da prisão domiciliar.

O julgamento do caso teve início este ano, meses após o filho do ex-prefeito Zezé Rocha ter sido encontrado pela Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), da Polícia Civil, em Paranapanema (SP). O inquérito policial, da delegada Michele Araújo, de Lagarto, já foi concluído; remetido ao MPSE, os procuradores também já ofereceram a denúncia à Justiça. Ambos os órgãos acusam-no do crime.

A decisão de hoje, proferida pelo desembargador plantonista do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), Alberto Romeu Golveia Leite, se embasa neste argumento – de que a investigação já teria sido concluída. A prisão domiciliar é a mais grave das medidas cautelares, estando atrás apenas da prisão preventiva. Com a liminar, Rodrigo deverá utilizar tornozeleira eletrônica.

Confira um trecho da decisão:

“(…) pelas razões anteriormente expostas defiro a liminar requerida a fim de que seja expedido mandado de prisão domiciliar com monitoramento eletrônico a favor do paciente Rodrigo Dantas dos Santos que só poderá se ausentar de sua residência em caso de consultas médicas ou por ordem judicial sob pena da revogação da presente medida está o paciente obrigado a informar mensalmente através de atestado médico às suas condições clínicas e a comparecer em igual período em juízo para informar e justificar suas atividades bem como quando for chamado para comparecer a atos processuais devendo o laborar para regular andamento do incidente de insanidade mental encontrando-se os autos devidamente instruídos encaminhe-se os autos e um continente à Procuradoria da Justiça.”