Após terminar janeiro com o maior acumulado de mortes em decorrência de complicações da doença desde outubro, Lagarto iniciou um queda sequencial nas métricas da Covid-19 nas semanas subsequentes. Foram 8 mortes na última quinzena de janeiro, 6 nos primeiros 15 dias de fevereiro, 2 no período seguinte e somente um na primeira quinzena de março.

Resultado destoava do cenário sergipano, que desde o findar do carnaval passou a apresentar elevações nos gráficos da epidemia. Números assustaram ao ponto de o governador Belivaldo Chagas (PSD) retomar o enrijecimento das medidas restritivas no dia 5 de março, mais tarde evoluindo para o toque de recolher, que encerraria no último dia 21, mas foi adiado para ontem (31) e, novamente, para a próxima quinta-feira (7).

Os gráficos lagartenses só passaram a acompanhar a realidade sergipana na segunda parte do mês. Já no dia 15, O Papa-Jaca havia alertado para um rápido crescimento de 600% nas internações em UTI por parte de moradores da cidade; foi um aumento de uma pessoa sob ventilação mecânica para 6 em questão de 72 horas. Vale ressaltar que o acumulado de mortes é diretamente proporcional ao de internamentos.

Dentro dos 5 dias seguintes, a Rede Hospitalar da Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmaria o óbito por coronavírus de mais cinco munícipes – entre eles o sócio-fundador da Autoescola Lagartense, George Abreu, aos 47 anos. Mais 10 dias depois, até esta quarta, haveria uma desaceleração, atingindo o número expressivo de 3 óbitos no período. Saldo final: 9 óbitos papa-jacas em virtude da doença para conta de março.