Em 2019 a SBPC criou o Prêmio “Carolina Bori Ciência & Mulher” com o intuito de homenagear as cientistas brasileiras destacadas e as futuras cientistas brasileiras. A SBPC já teve três mulheres presidentes e sua diretoria, em grande parte, é feminina. 

Nesta edição, obtiveram 286 candidatas, das inscritas, 90 eram do Ensino Médio e 195 de Graduação. As candidatas desenvolveram trabalhos científicos nas áreas Agrárias, Biológicas, Saúde, Ciências Exatas e da Terra, Humanas, Ciências Sociais e Aplicadas, Engenharias, Linguística, Letras e Artes. A comissão julgadora selecionou 16 finalistas entre elas duas vencedoras e quatro menções honrosas.

A sergipana Nallanda Victoria recebeu menção honrosa e se destacou com o trabalho “Casa de farinha: da mandioca ao bioplástico”, sob orientação da professora Darcylaine Martins, que enfatizou a gratidão ao Serviço de Apoio ao Desenvolvimento Estudantil da Seduc, que acreditou no projeto e fez a inscrição da estudante para o prêmio Carolina Bori – Mulheres na Ciência”.

O amido com as cascas da mandioca e água são misturados e submetidos a determinadas condições de temperatura, acabam se transformando em amido termoplástico, entretanto, os procedimentos existentes eram inviáveis levando em consideração a dificuldade de encontrar os reagentes e a falta de laboratório.

O objetivo do trabalho foi alterar o amido adicionando as cascas da raiz que são descartadas de forma inadequada no processo de fabricação da farinha, e usá-las no desenvolvimento de um procedimento experimental e adaptado à realidade dos alunos para produção de recipientes biodegradáveis. Testes demonstram que  a decomposição do recipiente biodegradável é feita em 60 dias e que não precisam ser retirados para o plantio das mudas de plantas.