Os casos de violência doméstica contra mulheres no primeiro bimestre de 2021 tiveram a média de um registro a cada 4,9 dias. Taxa contrasta com histórico do ano passado, quando houve um registro a cada 5,8 dias – isto é, uma média inferior. Esses e outros números foram calculados pelo O Papa-Jaca a partir de planilhas enviadas pela Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (CEACRIM) da Polícia Civil, via Lei de Acesso à Informação.

Em 2020, durante a pandemia, o acumulado de atos de lesão corporal já havia apresentado alta de 58,9% no comparativo com 2019. O total saiu de 39 registros para 62. Já as ocorrências de feminicídio foram apenas uma entre janeiro a março deste ano, sendo que em todo 2020 só houve um caso, em dezembro.

Em 2019, não houveram casos computados de assassinato em função do gênero. No entanto, conforme apurado pelo O Papa-Jaca, casos de feminicídio envolvendo transexuais femininas são invisibilizados nas planilhas da Polícia Civil, sob a justificativa de que “esse dado (…) é muito complicado de extrair porque ele envolve a motivação do crime”.

“(…) Essa informação só é possível com o conclusão do inquérito. Esse mesmo problema nós tínhamos com o feminicídio que foi solucionado com a criação do tipificação. Antes não era possível saber se a mulher foi vítima do homicídio pelo fato de ser mulher ou [se] estava relacionado a outra situação”.