Apesar da pretensão da Secretaria de Estado da Educação (SEED) de retornar com o calendário de aulas presenciais nas escolas da rede nesta terça-feira (17), em Lagarto a vontade do Governo não se confirmou.

Na segunda-feira, após reunião com a SEED para tratar sobre os procedimentos adotados com a finalidade de garantir a segurança sanitária dos alunos, professores e demais funcionários, o Sindicato do Trabalhadores da Educação de Sergipe (SINTESE) emitiu uma nota pontuando que “a categoria só volta ao trabalho presencial quando o governo assegurar as condições de trabalho e cumprir todas as medidas e protocolos sanitários”.

“Perceberam que era desvantagem.”

Disse ainda que vai formalizar denúncia junto à Vigilância Sanitária porque, de acordo com o sindicato, “não há segurança sobre o cumprimento à risca dos protocolos sanitários nas escolas”. A restrição do sindicato diz respeito apenas ao retorno presencial, já que os professores continuam com as aulas virtuais normalmente.

No entanto, em Aracaju, o G1 Sergipe verificou que o retorno das aulas, programado para as turmas de 3º ano do ensino médio, de fato ocorreram. Em Lagarto, O Papa-Jaca conversou com o professor Nazon Barbosa, presidente da subsede regional do SINTESE, além de lideranças do movimento estudantil. Segundo eles, houve um acordo para o retorno conjunto no dia 23, próxima segunda.

Professora Fátima em evento de intercâmbio no CEPARD. FOTO: Reprodução

“As escolas estaduais daqui não estavam entrando em um consenso, algumas queriam [retornar] hoje e outras dia 18, mas todas perceberam que era desvantagem começar numa terça ou numa quarta e ainda suspender a aula de sexta por conta da Consciência Negra, dia 20, daí todas vão voltar juntas dia 23”, informa Caillane Correia, estudante do CEPARD.

O SINTESE comunica ainda que estará acionando o Ministério Público para apurar as condições ofertadas pela SEED para o retorno programado. Em 28 de julho, a professora de inglês Fátima, ligada ao sindicato, morreu vítima de complicações do coronavírus. Ela precisou ser entubada após passar dias internada no Hospital de Campanha, mas acabou sofrendo um infarto e não resistiu.