Numa pequena série de enquetes, realizadas no Instagram oficial do O Papa-Jaca, lagartenses opinaram quanto a possibilidade de renovação na Câmara Municipal deste ano. Com 1,53 mil votos totais, o trabalho da Casa nos últimos quatro anos foi avaliado como “improdutivo”, 78% afirmaram que não tem pretensão de votar para reeleger candidatos e 57% afirmaram já ter definido seu candidato à proporcional.

Sendo apenas uma enquete interativa nas redes sociais, apesar do alto número de visitantes, os resultados não possuem caráter científico. Um detalhe, porém, observado pelos editores da página é que as porcentagens se mantiveram bem próximos dos índices finais ao longo das 24 horas de votação. Se os números retratassem a realidade, matematicamente, apenas 4 dos 16 vereadores postulantes à reeleição retornariam para mais uma legislatura.

Como funcionará a eleição para um vereador em 2020?


O sistema proporcional garante um equilíbrio de vagas entre os partidos. A primeira etapa para determinar esse número é fazer o cálculo para descobrir o Quociente Eleitoral (QE) – número de vagas que cada partido precisa ter para conseguir uma cadeira na Câmara Municipal. Vale lembrar que a partir deste ano, as coligações estão liberadas apenas para a campanha majoritária, isto é, para prefeito.

O QE é obtido pela divisão do número de votos válidos apurados (excluindo votos brancos e nulos) pelo número de vagas a preencher no Legislativo – no caso de Lagarto, 17 cadeiras. Isso significa que o partido, e não mais a coligação, precisará ter essa quantidade mínima de votos para ocupar uma vaga na Câmara. A média no município deverá variar entre 2 mil e 3 mil votos este ano.

Já para assumir uma cadeira, o candidato precisa ter pelo menos 10% deste quociente eleitoral. Se o partido não tiver um candidato com a quantidade de votos necessária, a vaga é passada para outro partido após novos cálculos. Depois é a vez de calcular o Quociente Partidário: Esse número é obtido por meio da divisão do número de votos válidos conseguidos pelo partido pelo Quociente Eleitoral, excluindo-se as frações. Isso significa, por exemplo, que se o resultado der 4,5, o partido terá direito a quatro vagas.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as vagas não preenchidas com a aplicação do QP e a exigência de votação nominal mínima serão distribuídas entre todos os partidos que participam do pleito, independentemente de terem ou não atingido o QE, mediante observância do cálculo de médias.

A média de cada legenda é determinada pela quantidade de votos válidos a ela atribuída, dividida pelo respectivo QP acrescido de 1. Nesses casos, à agremiação que apresentar a maior média cabe uma das vagas a preencher, desde que tenha candidato que atenda à exigência de votação nominal mínima. Por fim, depois de repetida a operação, quando não houver mais partidos com candidatos que atendam à exigência de votação nominal mínima, as cadeiras deverão ser distribuídas às legendas que apresentem as maiores médias.