Conhecido pelos mais jovens como o “homi da poda”, o candidato a prefeito de Lagarto pelo Podemos, Jorge Prata, tem um histórico na Administração Pública. Apesar da Secretaria de Saúde ser seu maior trunfo, em virtude da magnitude da pasta, ele já chefiou todas as secretarias do município ao longo das diversas gestões.

Atualmente aposentado como servidor público federal, ele tem formação em Economia e chegou a presidir também órgãos estaduais, como o DETRAN, a DESO e o IPES Saúde.

Trecho da representação aberta. PRINT: O Papa-Jaca

Fora dos círculos políticos há alguns anos, Jorge reapareceu na pré-campanha ao lado de Cabo Zé, outra figura bastante conhecida nos debates lagartenses. Com um discurso centrado no combate à corrupção, o agora candidato passou a ter uma postura mais incisiva ao longo das últimas semanas, sobretudo contra Valmir Monteiro (PSC), seu antigo aliado.

A primeira cena se deu em 29 de setembro, quando o político gravou um vídeo em frente ao prédio interditado da Maternidade Monsenhor Daltro, que foi condenada a leilão pela Justiça Federal em virtude de dívidas com o INSS. O Papa-Jaca chegou a abordar o tema na época. O ex-SMS acusou o então prefeito de ter sido o responsável por “fechar as portas” da instituição.

Agora, quase um mês depois, a campanha de Prata decidiu abrir uma representação contra a candidatura de Ibrain Monteiro (PSC) no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). De acordo com Jorge, Valmir estaria se apropriando da campanha do filho para “confundir o eleitor” e citou uma jurisprudência da Justiça Eleitoral para o caso do “Lula é Haddad”, em 2018.

Diversos anexos, com prints do Instagram, links, vídeos foram juntados à peça, que solicita uma multa diária de R$25 mil à campanha do deputado estadual em caso de descumprimento. O caso deverá ser julgado até o início da próxima semana pela juíza Carolina Valadares Bittencourt, da 12ª Zona Eleitoral. O Papa-Jaca segue acompanhando.