Começaram as imponentes, divertidas, custosas e barulhentas carreatas de campanha. No último sábado, a corrida dos laranjinhas foi para mostrar ao povo de Lagarto que aqui é Pernambuco, com vários membros da administração e da equipe da prefeita – simpática porém mal assessorada pelo seu núcleo de poder dos “caras fechadas” -, que tem horror à ideia de deixar os postos de prepotência que ocupam, dando uma demonstração do quanto estão desatentos à cidade, quando inacreditavelmente desavisados divulgaram uma foto de uma ação eleitoral em outro município, tentando ludibriar o eleitorado para que os papa-jacas acreditassem que se tratava de Lagarto.

Mas foi a carreata dos verdinhos, no domingo, que me causou enorme estranheza… O que eu quero dizer, é que nunca fiquei tão confuso assistindo um desses eventos politiqueiros. O motivo foi que, diante dos carros, paredões, e minitrios vazios, eu, que possuo um ouvido quase absoluto, tive imensa dificuldade de identificar o candidato em questão. Algumas pessoas ostentavam com timidez um “v”, e outras, raramente um ainda mais tímido “i”. No mínimo, tudo era muito confuso.

Em outros momentos, ouvia-se músicas do ex-prefeito afastado Valmir, e aqui eu não me farei de desentendido, mas o que mais se ouvia eram as antigas canções dele, pai do atual candidato. O que isso tem de errado? Aparentemente nada… Mas se for buscar, tem. Primeiro, que é um disparate moral, um político condenado, com várias restrições judiciais que pesam contra ele, estampar uma campanha eleitoral como se candidato fosse. Segundo, não é uma boa estratégia não ter um discurso alinhado e apostar numa duvidosa transferência de voto. 

O que se pode observar disso tudo, para além de toda essa situação embaraçosa em que Lagarto vive, é que nesse caso específico do candidato do PSC, numa carreata em que não se sabe quem é o líder da campanha, infalivelmente se entende: temos uma candidatura de fachada, uma coisa empurrada goela abaixo, por quem não se cansa de se dedicar orgulhosamente pela manutenção de algum poder, e não pelo povo.