Os partidos lagartenses finalizaram na madrugada deste sábado (26) o registro de candidatura de seus nomes à eleição majoritária do Município. O prazo se encerra na noite de hoje, sendo que a campanha já poderá ter início no domingo.

Com a inscrição realizada, todos os documentos e informações fornecidas pelos candidatos ficam disponíveis ao eleitor por meio da plataforma DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Através dela é possível acompanhar os gastos de campanha, fornecedores e serviços contratados, além do Plano de Governo e Declaração de Bens dos potenciais vereadores e prefeitos.

Quanto a lista de bens apresentada por cada, é possível ainda comparar a evolução ao longo dos últimos pleitos no caso específico dos nomes à Prefeitura do MDB, do PSC e do Solidariedade, respectivamente, Fábio Reis, Ibrain Monteiro e Hilda Ribeiro; estes já disputaram outras eleições. Nininho da Bolo Bom, do Cidadania, e Jorge Prata, Podemos, não possuem declaração patrimonial em seu histórico em virtude de nunca terem participado de uma disputa.

O deputado federal Fábio, que substitui seu irmão Sérgio – declarado inelegível pelo STJ -, informou ter atualmente R$935 mil em bens. Quantia é 36,5% maior que o total informado em agosto de 2018, quando disputou a reeleição à Câmara. Recebem destaque dois imóveis, o primeiro situado na praça Filomeno Hora, onde hoje é o espaço Planet Café, declarado no valor irrisório de R$11 mil e seu casarão, na praça dos Três Poderes, que saiu de R$250 mil na última eleição para atuais R$125 mil.

Fábio Reis disse à justiça que casarão herdado equivale apenas R$125 mil. FOTO: O Papa-Jaca

Já a candidata à reeleição, Hilda, esposa de Gustinho Ribeiro (SD), não declarou bens à Justiça Eleitoral quando concorreu a vice de Valmir Monteiro no pleito de 2016. Neste ano, na sua declaração, consta apenas R$7,7 mil, equivalente a duas reservas financeiras – uma na Caixa Econômica Federal e outra no Banco do Brasil. Vale ressaltar que somente o seu salário é 4 vezes maior que a quantia declarada.

Na mesma linha, o deputado estadual Ibrain Monteiro, que assumiu a disputa após inelegibilidade do pai, que também está proibido de sair de casa à noite – estando em recolhimento domiciliar em virtude de investigação policial – não informou seus bens nem em 2016, nem em 2018 e, novamente, este ano.

Em tese, o candidato mais rico, considerando que o patrimônio informado por todos confere com a realidade, é o ex-secretário de Saúde na gestão Monteiro, Jorge Prata (PD), com R$1,2 milhão. Quem também ganha destaque e figura no ranking em 3º lugar é Nininho da Bolo Bom (CD), com R$645 mil em bens declarados.