Em setembro de 2019, Polyana Ribeiro assumiu a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) após saída de sua tia, Luiza. À época, o assunto foi trazido com exclusividade pelo O Papa-Jaca após repercussão do caso como sendo um exemplo de nepotismo.

Sabendo da nomeação da irmã do deputado federal Gustinho Ribeiro (SD) e, consequentemente, parente por afinidade da prefeita Hilda, o Ministério Público (MP) recomendou a exoneração da secretária, mas, sem reconhecimento do Município, a disputa foi parar na Justiça. O MP moveu uma Ação Civil Pública com tutela provisória de urgência antecipada para garantir a saída de Polyana.

Na tarde da última quarta-feira (23), porém, a juíza Camila Ferreira da 2ª Vara Cível julgou improcedente a solicitação do Ministério Público. Na sentença, a magistrada utilizou como base a jurisprudência do STF, que permite a nomeação de parentes a vagas públicas quando tais cargos forem de caráter político.

A juíza destacou ainda que, apesar da jurisprudência, é possível inviabilizar nomeações do gênero “fazendo-se necessária a demonstração de inequívoca falta de razoabilidade na nomeação por manifesta ausência de qualificação técnica e inidoneidade moral do nomeado para que se caracterize ato de improbidade”. No entanto, a magistrada trouxe que Polyana possui graduação em Psicologia e Assistência Social e que “não foi demonstrada pelo acusador a falta de idoneidade da secretária”.