Numa pesquisa da UFS em parceria com a Universidade Federal Fronteira do Sul (UFFS), em que estimou o quadro epidemiológico do SARS-CoV2 em Sergipe até o dia 13 de setembro, acadêmicos concluíram uma intensa curva para baixo no quantitativo de novos casos do coronavírus no estado.

Utilizando o modelo de crescimento de Richards (Richards 1959, Wang 2012 e Vasconcelos 2020), que é uma variação do modelo logístico padrão para estudo de crescimento populacional, projetou-se que Sergipe chegaria a 88,3 mil infectados e 2,2 mil óbitos até a data em questão.

Ocorre que o dado, que já era visto como otimista, se confirmou ainda mais positivamente no pós-prazo. Até esta quinta-feira (24), 11 dias após a projeção marcada ainda em agosto, Sergipe contabilizou 76,3 mil casos e 2 mil mortes acumuladas. O total é alto, mas revela uma queda abrupta no avanço da doença.

Em Lagarto, não é diferente. Na última quinzena de julho foram registrados 19 óbitos, contra 18 do período seguinte. Já na última quinzena de agosto, até 1º de setembro, o acumulado em questão foi de 12 mortes. Quinze dias depois, apenas 3 óbitos entraram no cálculo e, nesta quarta-feira (23), o boletim epidemiológico fechou com mais duas vítimas em relação ao período anterior.

A queda registrada em setembro, comparada a de agosto, chega a 600%. Ainda segundo o Núcleo de Vigilância Epidemiológica do Município (NUVEp), dos 2,7 mil casos de coronavírus computados, 1,9 mil já obtiveram alta por cura. Outro dado importante é a fila de lagartenses aguardando resultado dos testes. Se entre abril e julho O Papa-Jaca revelava recordes diários de pessoas na fila de espera, atualmente somente 14 ainda esperam pela resposta do Laboratório Central (LACEN).