A Avaliação Nacional do Rendimento Escolar, também conhecida como Prova Brasil, é uma avaliação criada em 2005 pelo Ministério da Educação com o intuito de medir, junto a outros parâmetros, o grau de desenvolvimento do ensino-aprendizado nas escolas públicas municipais e estaduais. O produto final do cálculo, que também envolve dados do Censo Escolar, gera o conhecido Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB).

Ao longo dos últimos 15 anos, Lagarto chegou a ultrapassar a média 4 no IDEB apenas uma vez, em 2013, quando as turmas dos anos iniciais pontuaram 4,6. Na avaliação seguinte, em 2014, cujo resultado saiu em 2015, a nota caiu para 4,4 e chegou a 3,9 nos resultados de 2017. Já os anos finais, jamais chegaram em 4; a média mais alta foi 3,7, em 2015. No último ano, uma nova queda foi registrada: 3,3.

“Falamos de transformação. Falamos de futuro. Falamos de vidas.”

É preciso ressaltar ainda que além de meramente crescer, a proposta do IDEB é impor metas às escolas com a finalidade de garantir que o Brasil chegue à nota 6 até 2021 e, assim, acompanhe a média dos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em termos de proficiência e rendimento na qualidade educacional. Isto é, toda vez que há um recuo nos resultados, o avaliado fica ainda mais distante do idealizado pelo MEC.

Nesta terça-feira (15) os novos dados foram publicados. A nota computada no município foi a maior desde que a Prova Brasil teve início. Tanto nos anos finais – que fechou em 4 -, quanto nos iniciais – com atuais 4,6 -, o crescimento foi o recorde simultâneo de 0,7 pontos ou, respectivamente, uma alta de 21,2% e 17,9% entre um ano e outro. Escolas de ensino médio também foram avaliadas, porém, este grupo teve sua primeira média calculada em 2017. Houve um crescimento de 3,4 para 3,8 neste último período analisado

À frente da Secretaria de Educação no ano da avaliação, o advogado Eduardo Maia comentou os resultados obtidos. “Quando falamos em melhorar a Educação, falamos de transformação. Falamos de futuro. Falamos de vidas. Estou feliz por saber que ajudamos a melhorar o futuro de milhares de crianças lagartenses. Nesse momento recordo-me de Paulo Freire quando disse ‘se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda’. Estamos no caminho certo”, afirma.