Na corrida para a formação das frentes políticas que disputarão as eleições 2020 à prefeitura de Lagarto, um nome tem gerado controvérsias e tem sido motivo de conflito entre dois grupos na cidade. A esposa do ex-prefeito afastado da prefeitura de Lagarto, Valmir Monteiro, se tornou uma persona non grata no cenário político da cidade, não pela suposta força eleitoral que recebe do seu marido, mas por ser uma peça utilizada para tentar agarrar à força o Partido dos Trabalhadores (PT) em Lagarto.

Com um fundo eleitoral abundante, por ser o maior partido político do Congresso Nacional, o Partido  dos Trabalhadores virou presa do agrupamento político do ímprobo Valmir Monteiro, que cresceu o olho para cima da sigla e tenta, de maneira sorrateira, pôr uma coleira no pescoço da força vermelha à serviço da pré-candidatura de seu filho, Ibrain Monteiro, na majoritária. E para amarrar os braços e pernas do PT, Monteiro recorre a dois caciques do partido, o senador Rogério Carvalho e o deputado federal João Daniel para conseguir colocar os petistas lagartenses na pochete da astuta Andresa, que servirá (politicamente!) a Valmir.

Segundo Givalda do Treze, durante entrevista ao programa Xexo No Rádio, ela que é militante de paixão e pré-candidata a vereadora do PT em Lagarto, “quem levou o nome de Andresa para o PT foi Floriano”, que além de meu vizinho, é celebrado escritor e historiador da cidade, e querido dos Monteiros; antes militante artístico, hoje petista de gabinete. E foi no mundo misterioso e sombrio dos gabinetes que se deu a filiação da senhora Andresa Nascimento, já que o dedicado diretório municipal não queria a elegante pré-candidata a alguma coisa à época; ela que não deu o ar da graça em nenhuma das reuniões do partido na cidade. 

A honra do PT

Do outro lado, há a turma dos militantes, dos coletivos, da força popular, com a esquerda ideológica que pretende atuar de forma contundente na malfadada política lagartense. Para isso, tomando decisões de forma coletiva, como em tese é de praxe do partido de esquerda, o diretório do PT em Lagarto decidiu lançar uma candidatura única, com o pré-candidato Flamarion Déda, tio do poeta, ex-governador de Sergipe, e para a indigestão dos Reis, um dos maiores prefeitos da história de Lagarto, Marcelo Déda. A pretensão conta com o professor Benizário Júnior como pré-candidato a vice, um petista oficioso. Contudo, esse projeto sofre uma pressão devastadora da turma de Valmir, juntamente com os famigerados João e Rogério, que só pensam Lagarto de forma eleitoral, e diferente dos companheiros papa-jacas do PT, andam fazendo reuniões às escuras, e sem a participação dos militantes da cidade. 

Longe dessa polêmica, estão as lideranças remanescentes do PT histórico, a exemplo do lagartense Juquinha do PT, figura determinante na vinda do Hospital Universitário de Lagarto (HUL), da Universidade Federal de Sergipe – Campus da Saúde e do festejado projeto do Hospital de Amor; além dele, o professor Irineu, que luta de forma persistente e monástica pelo magistério. Já Enoque Araújo, último secretário de cultura que Lagarto teve, e que trouxe Alceu Valença para a Cidade Ternura, viu poesia na Rede Sustentabilidade, e continua desbravando a Revolta de Canudos junto com o seu brado retumbante. Diferentemente dos figurões, que são os manda-chuvas do PT em Sergipe, Juquinha, Irineu e Enoque, ao lado do eterno Marcelo Déda transformaram a cidade de Lagarto definitivamente, pondo-a em outro patamar. 

E o PT, vai lutar para seguir a honra de Déda, dos seus ideais verdadeiros e da história da agremiação na cidade de Lagarto, ou vai se render a desonra de serem enxotados por Valmir Monteiro, sendo colocados dentro do bolso da dama da desonra do partido para viverem na servidão da velha e nebulosa política?