No último balanço realizado pela organização, a cannabis foi retirada da categoria “droga”. O documento foi divulgado no fim do mês passado, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) removeu a substância da lista classificatória das drogas por não considerá-la um risco para a saúde pública.

O comitê que produziu o relatório afirma que, com base em estudos anteriores, a Cannabis não possui características psicoativas, o que cria novas possibilidades para a substância ser usada em outros tipos de estudos e pesquisas.

Em alguns dos documentos mais relevantes que foram levados em consideração, eles apresentaram um estudo em que vários participantes receberam aleatoriamente uma dose de Cannabis, diferentes indicadores foram medidos nos participantes, não revelando grandes alterações nos sintomas de psicoatividade ou intoxicação.

Posteriormente, em um estudo randomizado, usuários recreativos de Cannabis foram convidados a testar alguns efeitos do Cannabidiol por conta própria. E concluiu-se que o canabidiol não produziu efeitos psicoativos, cardiovasculares ou outros efeitos.

A OMS especificou que o canabidiol não é viciante, apesar disso, isso não significa que o cannabis não seja mais classificado como medicamento pelas organizações internacionais de saúde. O relatório da OMS indica apenas resultados, um dos elementos da Cannabis: Cannabidiol.

A Comissão de Drogas e Narcóticos, que faz parte do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ONU), é o órgão encarregado de modificar, revisar e atualizar periodicamente a lista de substâncias proibidas, isso é feito sob as recomendações da OMS, que, por sua vez, é aconselhada pelo Comitê de Peritos em Dependência de Drogas.

Em março, a votação foi planejada para reduzir as restrições à pesquisa científica e uso medicinal em várias regiões do mundo. O principal motivo desse adiamento se deve à necessidade de esclarecer as implicações e conseqüências dessa decisão, levando em consideração sua complexidade.

Estudos sobre a cannabis datam desde os anos 60, década em que empresas fumageiras também chegaram a explorar o mercado da substância. Na foto, uma mulher fuma maconha na Universidade de Maryland, em 1977.

É importante mencionar que a Cannabis apresenta dados de pesquisa desde os anos 60 e apresentou várias limitações prevalecentes que impedem o benefício potencial para milhões de pacientes.

Com informações da Green House HS e da Mena Fin.