Pela quarta vez este mês, a Justiça determinou que alguma matéria veiculada pelo Xexo Sergipano fosse retirada do ar. O dono do veículo foi identificado com José Amilton Prata Júnior. Também conhecido como ‘Papito‘, ele foi exonerado do gabinete do deputado estadual e pré-candidato a prefeito Ibrain Monteiro (PSC) após reportagem mostrar, que desde 2019, Júnior atuava como um de seus mais de 30 assessores – recebendo mensalmente da Assembleia R$2 mil.

Entre as liminares, todas expedidas pela juíza Camila Ferreira, do Juizado Especial Cível e Criminal de Lagarto, está uma matéria que o Xexo acusa o editor-chefe do O Papa-Jaca, Danniel Prata, de uso e incentivo ao tráfico de drogas. Como base para o texto de apenas três parágrafos, o condenado utiliza um vídeo sem fonte, com música de fundo caótica e a edição de imagens de várias drogas ao redor de uma foto em que Danniel segura a sátira de um ‘baseado’ – que foi postada pelo próprio editor com a simples intenção de manifestar sua opinião em defesa da legalização da maconha.

“Não há interesse público, não há serviço à coletividade, há apenas fotos de redes sociais que nada comprovam porque nada significam”, escreve o advogado do O Papa-Jaca, Júnior Silva, na argumentação. A decisão da magistrada saiu na manhã deste domingo (24). Ela diz: “No caso em análise, numa cognição sumária, já se verifica pelo título da matéria uma possível expressão apta a expor à honra ou dignidade da pessoa, não se limitando o trecho ao aspecto informativo, evidenciando-se, assim, a probabilidade do direito afirmado”.

A magistrada deu prazo de cinco dias para que Papito exclua a matéria, sob pena de multa diária. A ação de indenização por danos morais foi calculada em R$20 mil contra o Xexo Sergipano e é apenas o primeiro dos processos que já foram abertos por Danniel Prata no âmbito das fake news.

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