A Universidade Federal de Sergipe (UFS) iniciou o projeto de testagem rápida da população para o diagnóstico do novo coronavírus no estado. O objetivo é construir o mapa epidemiológico da doença em Sergipe – o que incluir identificar casos assintomáticos. Conforme apurado pelo O Papa-Jaca, em conversa com a diretora do campus Adriana Carvalho, o local ainda será divulgado, pois uma estratégia está sendo montada para evitar aglomerações.

“As cidades em questão concentram quase 90% dos casos confirmados da covid-19 no estado, segundo dados do Ministério da Saúde.”

O primeiro dia da ação aconteceu na manhã deste sábado (2) na feira livre do conjunto Eduardo Gomes, no município de São Cristovão. Quase 400 pessoas, que se enquadraram nos critérios de amostragem, como faixa etária, sexo e sintomas gripais, realizaram o teste rápido.

O cronograma de testagem será executado até o próximo sábado, 9, das 6h às 11h, nos dez municípios mais populosos de Sergipe – incluindo Lagarto, cuja ação ocorrerá nesta quinta-feira (5). As cidades em questão concentram quase 90% dos casos confirmados da covid-19 no estado, segundo dados do Ministério da Saúde.

Foram destinados mais de R$ 1 milhão de sanções pecuniárias depositados em conta judicial para a execuação do projeto, por decisão do juiz da 3ª Vara do Trabalho de Aracaju, Luiz Manoel Andrade Menezes. O magistrado homologou o acordo firmado entre a UFS, Ministério Público do Trabalho (MPT-SE), Ministério Público Federal (MPF-SE) e Ministério Público de Sergipe (MPE-SE) para a realização de 7.500 testes.

A universidade viabilizou a aquisição de 3.000 kits de teste rápido em cassete 2019-nCoV IgG/IgM; 2.000 testes de covid-19 antígeno por fluorescência direta com comodato de analisador f-200; e 2.500 testes covid anticorpos igG e IgM fluorescência.

“Este projeto tem caráter emergencial e visa auxiliar na execução dos testes, que ajudarão nas tomadas de decisões epidemiológicas, para que possamos vencer esta terrível pandemia, reafirmando o papel da Universidade Federal de Sergipe no apoio social, salvando vidas e auxiliando as tomadas de decisões públicas”, afirma o professor do Departamento de Farmácia da UFS e coordenador da ação, Lysandro Pinto Borges.

A UFS também atua na elaboração de estratégias e metodologia de utilização dos kits de diagnóstico das secretarias de saúde do estado e municípios, realização de contraprovas, e apoio científico ao Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública). A força-tarefa para a execuação do projeto envolve ainda pesquisadores dos departamentos de Educação em Saúde, Medicina e Ciências Atuariais e Estatística.

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