Em documento inédito, com 27 longas páginas, o movimento cultural em Lagarto se reuniu para trazer – ainda assim – apenas um resumo do que a última década de resistência artística conseguiu trazer de saldo à história da cultura papa-jaca.

“Quando a pressão social é sufocante é necessário a existência de pequenos jorros de autenticidade, cultura e urbanidade.”

Muitos movimentos nasceram, tiveram de parar no tempo e alguns seguem até hoje. Todos eles, no entanto, com a sua importância marcante e indiscutível. Como figura central na organização do então manifesto, o produtor e músico Afonso Augusto – um dos fundadores do Sarau da Caixa d’Água e do Som na Praça – escreve no editorial de abertura que espera “que tudo isso seja ferramenta para revelar e cuidar dos nossos artistas”.

A revista foi lançada nesta segunda-feira (20) – data do aniversário de 140 anos de Lagarto. Dança, poesia – do rap ao cordel, teatro, música, grupos tradicionais, fotografia, desenho, pintura e até tatuagem. O material é amplo e enérgico, servindo de inspiração a qualquer um que deseje crescer na área.

Todavia, a luta continua sendo necessária. Os espaços cada vez mais precisam ser ocupados. Quem reforça isso é a prof.ª Dr.ª Rita de Cássia Barcelos, do Departamento de TO da UFS Lagarto, ao comentar ao projeto: “Quando a pressão social é sufocante é necessário a existência de pequenos jorros de autenticidade, cultura e urbanidade; o Sarau é alternativa e inclusão. Cultura jorrando para quem chegar e quiser participar”. Foram apenas 10 anos de resistência e há ainda muita coisa por vir.

Confira: