Na manhã do último sábado (25), O Papa-Jaca trouxe a manchete de que – a partir das investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro, vazadas pelo The Intercept – o ex-BOPE e então chefe da milícia carioca ‘Escritório do Crime’, Adriano Nóbrega, realizava negócios em Lagarto e Itabaiana tendo como capital de giro parte do dinheiro desviado pelo senador Flávio Bolsonaro, quando este foi deputado na ALERJ.

“São apurados crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.”

Outros municípios sergipanos e baianos estariam envolvidos nos interesses do miliciano, mas, à Folha, promotores confirmaram a passagem de Adriano apenas por Lagarto e Itabaiana. O ex-BOPE, colega dos assassinos da vereadora Marielle Franco (PSOL), participou de alguma das edições da vaquejada – ou no Parque da Palmeiras, ou no Parque Zezé Rocha – enquanto esteve foragido da Justiça.

Porém, suas intenções não eram meramente recreativas; as polícias investigam a compra com dinheiro em espécie de terrenos, cavalos, gado e imóveis, na região, como meio de lavagem dos recursos da milícia. Além disso, a tentativa de se erguer um rancho no litoral baiano como central de uma célula miliciana, desta vez, no nordeste, está sob os binóculos dos promotores.

Já na manhã desta segunda-feira (27), o Estadão trouxe à tona investigação da suspeita que todos esperavam. O Papa-Jaca especulava, desde fevereiro, que políticos e empresários deram suporte a Nóbrega enquanto esteve foragido por aqui. Segundo o jornal, “Ministério Público e polícia têm indícios de que políticos, policiais e empresários deram suporte logístico e financeiro a ex-PM”.

Para a surpresa dos leitores, de fato, as investigações não se prendem ao Rio de Janeiro. O primeiro estado a ser citado pelo Estadão com centro das investigações da chamada ‘rede de amigos’ é justamente Sergipe. O inquérito estaria sendo produzido pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO). Ainda de acordo com o jornal, “as investigações (…) foram retomadas no mês passado, após a terceira paralisação por ordem de tribunais superiores, em atendimento a questionamentos das defesas dos alvos. São apurados crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro”.

Ver essa foto no Instagram

DINHEIRO PARA MILÍCIA | O dinheiro desviado por Flávio Bolsonaro chegou a Lagarto e Itabaiana, admitem promotores. Segundo a investigação da GAECO e da polícia civil do Rio, o dinheiro da rachadinha no gabinete de Flávio, quando ele era deputado estadual, serviu para financiar ações de Adriano Nóbrega – ex-BOPE chefe do Escritório do Crime, milícia especializada em assassinatos e com envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) – na Bahia e em Sergipe. A milícia se desenvolvia através dos valores que eram investidos, principalmente, no setor irregular da construção civil, em favelas da Zona Oeste carioca. A informação foi publicada com exclusividade pelo @theinterceptbrasil. Ocorre que Adriano era foragido e esteve escondido entre os estados antes de ser morto em fevereiro deste ano. No entanto, o esquema seguia por aqui e era disfarçado em vendas de terra, negócios de vaquejada e pagamentos em dinheiro vivo; havia também a intenção da formação de um grupo de milícia no nordeste. Saiba mais detalhes acessando o site (@opapajaca). #Investigação #Milícia #Lagarto #Itabaiana #Rachadinha #OPJ

Uma publicação compartilhada por O Papa-Jaca (@opapajaca) em