Sindicatos de docentes e associações estudantis fecharam questão sobre a convocação de uma ‘Greve Geral da Educação Pública’ para o próximo dia 18. Nacionalmente, alunos e professores das redes municipais, estaduais e federais se articulam para garantir a paralisação.

A pauta central é a política econômica do Governo Bolsonaro na área. Em Lagarto, a questão elevou o tom da classe estudantil e o IFS Lagarto terá suas aulas paralisadas por três dias consecutivos. Uma assembleia definiu que a verba da assistência estudantil – com queda recorde este ano, segundo o presidente do Grêmio Estudantil, Emerson Ripoll – não poderia passar desapercebida no debate da comunidade e na pauta de reivindicação.

No ano passado, conforme reportagem exclusiva do O Papa-Jaca, além do contigenciamento de 37,58% na verba de manutenção no campus, todo a rede federal do instituto em Sergipe foi alvo de um corte de R$2 milhões. Medida foi possível através de da PLN 18/2019, que também cortou, solitariamente, R$3,4 milhões da UFS Lagarto, para garantir emendas aos parlamentares favoráveis à reforma da previdência. Gustinho Ribeiro (SD) e Fábio Reis (MDB) deram votos favoráveis aos cortes.

Leia o comunicado:

“A comunidade estudantil do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia de Sergipe – Campus Lagarto – em Assembleia Geral extraordinária, no dia 05/04 (quinta-feira) tendo início às 12:40 decidiu parar nos dias 18, 19 e 20 de março apoiando a grande greve geral e reivindicando o corte no orçamento da assistência estudantil do campus.” – GEHS, gestão Órbit4