Com a definição nacional do valor de 12,84% quanto ao piso nacional do magistério para este ano, a Prefeitura logo tratou de anunciar o novo reajuste de maneira integral. O Papa-Jaca repercutiu a decisão da prefeita Hilda Ribeiro (SD), que veio acompanhada do compromisso de pagar também o retroativo do reajuste referente a janeiro após encontro com lideranças sindicais.

“Orientei ela [a prefeita] a estar atenta.”

Numa entrevista à rádio comunitária Juventude FM, Hilda tratou de pontuar que os pagamentos – incluindo o retroativo do mês anterior – seriam feitos a conta da folha já de fevereiro. “Pela primeira vez, os professores não tiveram problemas em conseguir logo de cara o piso que eles merecem”, gabou-se na entrevista de 31 de janeiro.

O professor Nazon Barbosa, coordenador regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica de Sergipe (SINTESE) virou alvo de procura da imprensa desde a última sexta-feira (28). “Antes do feriado, recebi a ligação de uma professora dizendo que achou estranho o valor que veio do retroativo. Quando passou o Carnaval, eu consultei o meu contracheque e de fato não encaminharam o retroativo na sua totalidade. Só mandaram a metade”, disse ao Portal Lagartense sobre uma pendência identificada.

Ocorre que a falta notada realmente ocorreu. Também foi procurado pelo portal para comentar o caso o secretário de Educação Magson Santana, e este, apesar do posto, informou desconhecer o caso. O Papa-Jaca voltou a buscar, então, Nazon, afim de entender se a situação teria sido compreendida e resolvida. O professor contou a nossa equipe que a justificativa da gestão foi uma “decisão técnica” do secretário de Finanças, em função de “falta de dinheiro no Caixa”.

No entanto, se havia uma promessa de pagamento, deveria haver também um planejamento que garantisse sua execução. É aí onde, segundo Barbosa, está a preocupação. Segundo ele, “o impacto [financeiro] foi mínimo” já que que este foi um “mês de reajuste e pagamento de férias”; “mas orientei ela [a prefeita] a estar atenta a essas decisões [incomunicadas]”.

A resolução encontrada pela Finanças foi encaixar a parte faltante do pagamento na folha de março – que deverá ser quitada até a última semana deste mês. O Papa-Jaca seguirá acompanhando o assunto.