Com a calamidade pública instaurada com chegada da pandemia do novo coronavírus no Brasil, um senso de unidade passou a liderar as ações de combate ao covid-19 no país. Em Sergipe, não é diferente. Liderados por Kamarry Alves de Souza, em Lagarto, o IFS está produzindo – através de impressoras 3D – protetores faciais duráveis e que protegem todo o rosto dos trabalhadores da Saúde das gotículas durante um atendimento. “Uma certeza que eu tenho é que quando essa pandemia passar, seremos um país muito melhor, um estado melhor”, diz a professora.

“Essa é uma ação que envolve várias pessoas no estado que possuem impressora 3D e também de empresas que fazem doações [de matéria-prima].”

No caso de Lagarto, o foco inicial da distribuição será o Hospital Universitário (HUL). Há, porém, em Aracaju uma segunda frente de produção com pelo menos três impressoras – o foco na capital será o Hospital Cirurgia, que hoje já receberá 25 dos novos modelos de EPI, produzidos em apenas um dia. Sem recursos, a fabricação depende da doação de materiais como acetato e elásticos sob medida.

Tendo os materiais necessários, cada impressora imprime duas máscaras por vez e demora cerca de duas horas para ficarem prontas. Outra matéria-prima utilizada é o PLA – plástico de Poliácido Láctico -, que é feito a base milho e tem a vantagem de ser biodegradável. Os filamentos de impressão 3D que transformam o projeto em objeto palpável, são feitos dessa substância. O projeto foi desenvolvido pela empresa PRUSA, da República Tcheca, e possui uma Vakinha na internet para que as produções sejam feitas em Sergipe – após terem sido validadas pela UFRJ.

Quem quiser ajudar na produção pode entrar em contato por meio dos telefones 99119-1928 (Prof.ª Kammarry) 99800-5542 (Prof.º José Augusto) e 3711-1851, das 7h às 13h. Quem tiver impressora 3D em casa, quer participar dessa ação, mas não tem tempo de produzir, pode deixá-la no Inova@IFSLab, no Centro de Pós-Graduação, na rua Francisco Portugal, no bairro salgado Filho, em Aracaju. O Campus Lagarto também está recebendo as contribuições.

Mas quem preferir fazer a própria impressão em casa, o IFS disponibiliza o arquivo com as configurações da máscara para que cada um possa entrar nessa rede de solidariedade. “É bom lembrar que essa é uma ação que envolve várias pessoas no estado que possuem impressora 3D e também de empresas que fazem doações. Nós estamos fazendo a nossa parte. Também quem quiser voluntariar-se, o IFS está aberto para receber essas pessoas; basta ter noção básica de informática”, reforçam os professores. O projeto ainda conta com o apoio dos bolsistas do PBIEX – Programa de Bolsas Institucionais de Extensão do Instituto Federal de Sergipe.