Que fique claro: O tráfico só é forte como é por conta da política proibicionista. Sem a regulamentação do Estado, são os criminosos que lucram com a maconha. Se houvesse a legalização e o devido controle estatal, o trato da erva no país estaria nas mãos dos cientistas, agricultores, farmacêuticos e comerciantes.

“Boato só foi lançado após o site publicar uma reportagem dando detalhes a respeito do gabinete milionário do deputado estadual Ibrain Monteiro (PSC).”

Se um dos maiores problemas do Brasil é o tema da segurança pública, então podemos ver na regulamentação desta planta – alvo de muito preconceito – alguma mudança mínima de paradigma. Estamos falando do fim de uma guerra desnecessária que mata inocentes, em sua maioria pretos e favelados em geral.

Os políticos em Lagarto, para variar, não se importam nenhum pouco com isso. Estão presos em sua bolha burguesa – para não dizer elitista, já que tal definição exige, no mínimo, uma graduação. Desconhecem os dilemas da vida de um jovem pobre, pois sua maior preocupação é como se manter às custas do dinheiro pago pelo contribuinte.

O Papa-Jaca sempre trabalhou com o intuito de tornar público os bastidores da política lagartense e tal ação sempre foi alvo de reações antidemocráticas – desde a perseguição jurídica até a disseminação de conteúdo falso sobre a pessoa do editor-chefe do site e estudante, Danniel Prata. É preciso destacar que todas as fake news são produzidas de maneira organizada e com aval das famílias oligarcas.

A mais recente, por exemplo, acusa Danniel de ter vendido o site para Prefeitura e de ter usado o dinheiro para financiar o tráfico de maconha. Para sustentar o boato, dois fatos são utilizados: (1) Prata – que é morador do Loiola II – é abertamente a favor da legalização da erva e (2) um auxílio de R$1 mil recebido via SEDEST, em agosto último, com a finalidade de custear uma passagem para realizar a matrícula no curso de Direito da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

Tal fake news só foi lançada após o site publicar uma reportagem dando detalhes a respeito do gabinete milionário do deputado estadual Ibrain Monteiro (PSC) – em que 34 aliados, entre eles dois ex-secretários do prefeito cassado Valmir, estão alocados simultaneamente, conforme as folhas de pagamento da ALESE. Somente com salários, os gastos do gabinete de Ibrain chegam a R$157 mil por mês.

Essa é forma com que ex-presidiários, desde sempre, buscam limpar seu nome na cidade – sujando o nome de jornalistas ao invés de desmentir as notícias. Vale ressaltar ainda, que uma foto, em que Danniel segura um ‘falso beck’, foi compartilhada com a manchete “deplorável” pelo Xexo Sergipano, gerido por Amilton Prata Júnior, um dos assessores de Monteiro e com histórico de prisão. A foto havia sido compartilhada, anteriormente, no perfil público do jornalista após um série de stories contra a proibição da maconha.

Se houve disposição em postar uma foto satirizando positivamente um cigarro de maconha, é onde está a prova cabal de que Prata não se importa com a associação de seu nome ao consumo da erva natural. A fake news criada mostra muito mais sobre eles – além de ladrões, conservadores – do que sobre o estudante, abertamente a favor da legalização.

Aliados do deputado federal Fábio Reis (MDB) também compartilharam o boato. Todavia, quem mais contribui para a violência: o estudante ou o parlamentar que recebeu e aceitou receber R$30 mil da Taurus – indústria armamentista – durante a campanha? Qual a finalidade de tamanha ajuda? Vão criar outra fake news para que o público esqueça mais esta informação e passe a odiar o jornalista?