Na semana passada, a prisão preventiva do ex-prefeito Valmir Monteiro (PSC) completou um ano. Hoje solto, ele foi definitivamente cassado de seu cargo não pela investigação criminal por detrás do Matadouro – que ainda segue sendo feita -, mas por conta de um processo de improbidade, de 2012, que transitou em julgado, no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Mega-gabinete.”

Sem cargos na Prefeitura, grande parte de seus aliados, naufragados, se viram também desalentados. Entre os que mais recentemente foram salvos do desemprego, está a irmã de Valmir, Vanda – alocada num cargo em comissão da Secretaria de Estado da Educação.

Outros, porém, encontraram abrigo numa ilha – o mandato do filho do ex-prefeito, Ibrain Monteiro (PSC). Conforme dois documentos da Assembleia Legislativa de Sergipe (ALESE), um número absurdo de 34 assessores estariam trabalhando no mega-gabinete do deputado estadual lagartense. O custo da empreitada? R$157,6 mil por mês.

A contar apenas os períodos de janeiro de 2019, primeiro mês de mandato de Ibrain na Casa, à janeiro de 2020 – vale frisar que estamos em março – os gastos com salários ultrapassam a barreira dos R$2 milhões. Entre os 34 nomes, está o de José Amilton Prata Júnior, o Papito, dono do site Xexo Sergipano – por mês ele desembolsa ao menos R$2 mil da ALESE.

Outras personalidades políticas também constam entre os assalariados de Monteiro, tais como, o ex-secretário de Saúde, Cleverton Oliveira e, o ex-SEMOP, Adelson Ribeiro. O primeiro recebe o total líquido de R$2 mil e o segundo R$8 mil.