Não bastando as mentiras compartilhadas em massa através de grupos especializados de WhatsApp, com a intenção única de macular a imagem do jornalista em detrimento da notícia em si, a família Reis insiste em inovar. Além de trabalhar a política da desmoralização, como todos os demais grupos oligárquicos de Lagarto, eles também seguem ocupando o tempo da Justiça com intimidação barata.

“Quando não for possível desmentir uma notícia, apenas calem-se e reconheçam seus erros – como sempre reconhecemos quando erramos em alguma matéria.”

Como falei, em vídeo publicado no meu IGTV (anexo abaixo), as instituições deveriam estar preocupadas com o filho – que assim como eu, quando mais novo – está há tempos sem receber pensão alimentícia do pai que o abandonou. Não deveria, a Justiça, perder tempo com as bochechas infladas de políticos que não aceitam a crítica.

Não vou tratar aqui dos detalhes do novo processo por danos morais impetrado contra o site, desta vez, pelo patriarca Jerônimo. Prefiro que colham as informações a respeito através da gravação que publiquei nesta segunda-feira (3), no Instagram. Quero neste texto tratar de algo simples: a covardia de quem está acostumado com o poder ilimitado. Trago à reflexão uma fábula do escritor grego Esopo (séc. V a.C.):

Dois galos estavam disputando em feroz luta pelo direito de comandar o galinheiro de uma chácara. Por fim um pôs o outro para correr. O galo derrotado afastou-se e foi se recolher num lugar sossegado. O vencedor, tomado de orgulho e vaidade, voou até o alto de um muro, bateu as asas e exultante cantou com toda sua força.

Uma águia que pairava ali perto em busca de alimento, lançou-se sobre ele, e com um bote certeiro levou-o preso em suas poderosas garras. O galo derrotado saiu do seu canto, e daí em diante reinou absoluto, livre de disputa.

É natural da psiqué humana que haja reações a tudo que aparenta lhe ameaçar – o psicanalista austríaco Freud (1856-1939) explica isso com proeza excepcional. Mas quando o assunto é liberdade de imprensa e outros temas ligados ao poder, o orgulho pode tornar essas reações desproporcionais. Buscar estar por cima a todo custo pode valer um lugar na parte mais podre da história.

O Papa-Jaca está há mais de um ano cumprindo seu papel de informar e criticar com profissionalismo – e as decisões judiciais até agora demostram isso. Mesmo que os Reis tenham sido educados politicamente pela Ditadura Militar – que coincide com o período em que o agrupamento surgiu, ainda resta espaço para um conselho: preservem-se. Prefiram a autocrítica ou a refutação. Se esconder atrás de militantes e de advogados não faz bem a vocês e nem à democracia. Quando não for possível desmentir uma notícia, apenas se calem e reconheçam seus erros – como sempre reconhecemos quando erramos em alguma matéria. É isso ou ser covarde.

Obs.: Foto de capa com a imagem do deputado cassado recuperando o título porque, segundo ele, no processo, a veiculação dela macula sua imagem.