O Centro de Simulações e Práticas da Saúde do campus de Lagarto da UFS agora também é autossustentável em energia elétrica. Com cerca de 11 mil m² de área construída e abrigando salas de aula e as clínicas-escola dos cursos da Saúde, bem como os ambulatórios do Hospital Universitário de Lagarto, no telhado do prédio acaba de ser instalado um Sistema Fotovoltaico Conectado à Rede (SFCR) que gera energia suficiente para, proporcionalmente, atender a 47 residências familiares.

“Toda a geração obtida do sistema será para autoconsumo do prédio do Centro de Simulações.”

“Constituído de 200 placas fotovoltaicas de 330Wp cada e 2 inversores de 27kW, o sistema instalado no Centro de Simulações do Campus de Lagarto tem uma potência nominal de 66kWp e gera uma energia mensal aproximada de 8.712 kWh/mês. Cabe salientar que toda a geração obtida do sistema será para autoconsumo do prédio do Centro de Simulações”, explica o professor Milthon Serna Silva, do Departamento de Engenharia Elétrica, responsável pelo projeto.

Ele observa que a geração distribuída solar fotovoltaica, que é uma solução limpa e renovável, ainda é recente no Brasil, mas chegou para ficar. Dados oficiais de 2019 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) apontam que há 170 mil consumidores com geração solar fotovoltaica no Brasil.

Prédio central da UFS Lagarto. FOTO: SECOM

Desde 2017 a UFS vem instalando em seus campi sistemas de geração de energia fotovoltaica. No campus de São Cristóvão, o Departamento de Engenharia Elétrica, a Biblioteca Central e o prédio da Didática V já geram a própria energia que consomem. O mesmo acontece no Ambulatório do campus da Saúde (Hospital Universitário) e agora no Centro de Simulações do campus de Lagarto. Some-se a esses investimentos, também, a construção no campus de São Cristóvão da subestação elétrica de alta tensão 69kV.

“A Universidade Federal de Sergipe enveredou, nos últimos anos, pelo caminho do crescimento com sustentabilidade. O nosso maior contrato é o de fornecimento de energia elétrica, sendo que no ano de 2019 foram gastos R$ 11.035.971,06 com esse insumo. Mas esse custo sofreu uma redução de 19,64% em relação a 2018, quando a UFS gastou aproximadamente R$ 13.732.386,25 em energia elétrica”, informa o reitor Angelo Antoniolli.

A construção da subestação de alta tensão de 69kV representou um investimento de R$ 5.318.736,91 e os projetos de geração elétrica limpa de origem fotovoltaica instalados nos diferentes campi tiveram um custo aproximado de R$ 950.000,00, recursos captados diretamente do orçamento da UFS ou através de parcerias. “Considerando que a instituição teve um aumento de consumo de energia elétrica de aproximadamente 18% em 2019, todos esses projetos permitiram reduzir em aproximadamente 30% os custos da Universidade com essa rubrica”, acrescenta o reitor.

A UFS está desenvolvendo outros projetos de eficiência energética a serem implantados no biênio 2020-2021, como a Usina Térmica a Gás Natural do Restaurante Universitário, em parceria com as empresas Celse e Sergas, e a Usina Fotovoltaica de 1MW que será instalada no Campus do Sertão. Além de 28 projetos fotovoltaicos de microgeração de 18,48kW cada, que serão instalados em diversas unidades dos diferentes campi da UFS.

O monitoramento on-line do sistema fotovoltaico do Centro de Simulações pode ser acessado pelo site da Eficiência Energética da UFS.