Com a chegada de 2020, a prefeita Hilda Ribeiro (SD), que já tinha anunciado que secretários que viessem a ser candidatos nas eleições municipais deste ano deveriam entregar seus cargos em janeiro, parecia acertar na decisão informada. No entanto, se a saída de quatro secretários pré-candidatos é virtuosa à Administração, ao menos uma delas é problemática.

“Mero agente político.”

Juntamente à pasta da Saúde, a Educação é a maior das secretarias municipais de Lagarto. Após a saída de Vanda Monteiro, com a prisão do ex-prefeito Valmir Monteiro (PSC), o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na cidade, Eduardo Maia, assumiu a pasta. Sua gestão durou até esta terça-feira (7) e tal período recebeu nota 4,36 numa avaliação de política educacional do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (SINTESE). Número representa uma alta de 21% em relação aos 3,6 do ano anterior.

Ocorre que o novo nome da Educação, agora, é Magson da Academia. Ele, que esteve adjunto da secretaria desde meados de 2019, não surpreende e, muito menos, soa desconhecido. Desde sua indicação ao cargo, já se esperava que Magson ascendesse ao controle total. A intenção era garantir justamente que o jogo político, bastante importante para o pleito, fosse feito. O SINTESE chegou a avaliá-lo como ‘mero agente político’, em comentário ao O Papa-Jaca. Todavia, o mais grave foi justamente a confirmação da expectativa negativa gerada.

Denúncias de que professores e diretores estariam sendo perseguidos por conta de posicionamentos discordantes chegaram ao Ministério Público e o então adjunto foi intimado pela instituição a prestar depoimento. Agora, o acadêmico de Educação Física conseguiu se tornar secretário. Em novo comentário, o SINTESE diz esperar, ao menos, que ele tenha o “canal de negociação aberto” e, assim, “cumpra com os compromissos da gestão com relação à recomposição do plano de carreira e com o Estatuto do Magistério”.

Além da esposa, Lívia Almeida, que foi secretária, Magson ainda possui uma irmã, Marciaria Santana, como diretora do recém-inaugurado Centro Especializado em Reabilitação (CER) – ficando demonstrado sua influência política. No caso específico de Lívia, esta foi responsável pela Assistência Social nos primeiros meses da Administração de Hilda, mas logo saiu, após sua produtividade ser criticada internamente.