Com a aprovação da reforma da Previdência no Congresso, os estados passaram a se mobilizar para aprovarem suas reformas locais. Em Sergipe, o governador Belivaldo Chagas (PSD) se mostrou no início de seu novo governo comprometido com o ajuste das contas públicas sergipanas. No entanto, medidas como aquelas tomadas em relação aos professores – tratando dos projetos do triênio, da redução da jornada e das gratificações incorporadas à aposentadoria – sinalizam que o governador prefere seguir a cartilha Temer-Guedes de economia.

Agora, com o debate da reforma da previdência estadual em ascensão, após o anúncio de que deverá enviar o projeto à Assembleia Legislativa (ALESE), temores em relação ao conteúdo do texto preocupam servidores. Vice-governadora, a petista Eliane Aquino anunciou que quando texto passar a tramitar “o PT deverá ficar com o trabalhadores”. O que, em si, também não significa ser contra o projeto. Quem vai determinar o apoio ou não da sigla será o caminho escolhido por Belivaldo.

O deputado federal João Daniel, atual presidente do PT no estado, pareceu seguir a linha da vice-governadora. Para ele, o projeto deve ser analisado após o envio por parte Chagas à Alese – podendo ou não receber o apoio petista. Segundo o NE Notícias, o governo precisa do apoio de 16 deputados em cada uma das duas votações necessárias para a aprovação do projeto. No entanto, apenas nove parlamentares estiveram com Belivaldo durante jantar promovido na última sexta-feira (22) para explicar a proposta que já estaria pronta.