Notificada em 22 de novembro sobre a cassação do ex-prefeito Valmir Monteiro (PSC), a Câmara de Vereadores de Lagarto acabou por se envolver em nova polêmica. Após leitura do documento judicial em sessão plenária, a Casa teria informado ao Portal Lagartense que a notificação não teria efetividade prática e que um segundo documento teria de ser aguardado. O Papa-Jaca repercutiu a declaração.

“Acredito que a posse dela deve ocorrer até a próxima terça-feira.”

No dia seguinte, o vereador JC (MDB) disse em rádio que a informação não procedia e que o assunto merecia um “ponto final”. Ocorre que o presidente da Câmara, Eduardo de João Maratá (PR), foi justamente quem concedeu monocraticamente – fora de suas prerrogativas – a licença para Valmir, que só depois viria a ser confirmada pelos demais vereadores. Isto é, qualquer atraso no cumprimento da sentença soaria proselitismo e omissão.

A omissão foi reconhecida pela Procuradoria-Geral do Município na última segunda-feira (2) – 10 dias após a notificação da cassação. Para os procuradores que assinam a reclamação, “deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício” incorreria em ato de improbidade administrativa. Por fim, eles solicitaram a posse em caráter imediato sob pena de abertura de processo na justiça contra o presidente.

Novamente, JC – que é o primeiro-secretário da Mesa Diretora da Câmara – entrou na defesa de Eduardo. Ao Portal Lagartense, disse: “O presidente entendeu que ela não precisava ser convocada, porque ela já foi empossada duas vezes. Então ele achava que não precisava, mas amanhã a gente vai conceder o que a Procuradoria Geral do Município solicitou e leremos a convocação dela”, explicou o vereador. E completou: “Acredito que a posse dela deve ocorrer até a próxima terça-feira”.

Hilda Ribeiro (SD) durante posse interina, após prisão de Monteiro (PSC). FOTO: Reprodução