Um dos processos do ex-prefeito Valmir Monteiro (PSC) de improbidade administrativa, finalmente, transitou em julgado. Ao fim, a condenação foi mantida em todas as instâncias e ele foi condenado à perda definitiva do mandato, suspensão dos direitos políticos por cinco anos, além de ficar proibido de contratar com o Poder Público.

“Decisão judicial precisa ser acatada.”

Enquanto esteve licenciado, desde sua prisão no âmbito de uma investigação criminal, Monteiro teve direito a receber todos os meses de salário – algo que chegou a cerca de R$300 mil reais no acumulado até novembro. Benefício incomodou setores da sociedade civil organizada – como o MBL – e o próprio Ministério Público, que reagiu na Justiça.

No entanto, com o comunicado à Câmara Municipal, Valmir deixaria de receber o salário e sua vice – Hilda Ribeiro (SD) – passaria a gestionar o Município em definitivo, até dezembro de 2020. Ocorre que, segundo informações do Portal Lagartense, o documento lido na última terça-feira (26) não teria ficado claro à Câmara. O site informou ainda que a Casa teria dito que este não representaria nada de objetivo, mas que um segundo documento seria recebido.

A depender do trâmite, Monteiro poderia seguir na condição de licenciado e, assim, contrair mais um mês de salário. Em seu programa de Rádio, porém, o vereador JC, do MDB, desmentiu a afirmação e ressaltou que o comunicado foi “altamente claro”. Disse ainda: “Ponto final, não existe mais discussão. Decisão judicial precisa ser acatada”.

“Segundo a Câmara de Lagarto, notificação e leitura do ofício não resultam, necessariamente, na cassação em definitivo do mandato de Valmir e que esperam receber ainda outro documento que seja mais claro a esse respeito.” – trecho do Portal Lagartense.