Nesta quarta-feira (27), após a presidência do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) determinar, liminarmente, a suspensão da greve dos professores, a categoria decidiu, porém, seguir paralisada e em vigília na Assembleia Legislativa de Sergipe – Alese.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese) informou que ainda não foi notificado da decisão. Procurado pelo O Papa-Jaca, uma das lideranças do SINTESE na região centro-sul informou que “quem decide encerrar a greve é [apenas] a assembleia dos professores e professoras”.

A paralisação, por tempo indeterminado, foi motivada por dois projetos de lei enviados pelo governo do estado à Alese. Um deles trata sobre redução da carga horária dos professores ao longo da carreira e outro, sobre incorporação de gratificações para professores em período de aposentadoria. Para o sindicato, as propostas retiram direitos da categoria.

O governo discorda e diz que vai editar os documentos para “acabar com qualquer interpretação por parte do Sintese”. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), até a terça-feira (26), 18% das escolas não havia aderido à greve e 22% aderido parcialmente. Em Sergipe há cerca de 160 mil alunos, distribuídos em 338 escolas.