Análise realizada pela Universidade Federal do Sergipe (UFS) concluiu que o óleo vazado de barris encontrados no litoral do Estado, na Praia Formosa, tem a mesma origem das manchas encontradas no Nordeste. As informações são do blog do Diogo Schelp, do portal UOL.

O estudo, se confirmado, contradiz a informação divulgada pela Marinha. A corporação afirmou que os materiais encontrados nos dois episódios não seriam os mesmos.

Já a Petrobras, por meio de documento até então sigiloso, disse que o petróleo cru encontrado nas praias da região são de origem venezuelana. Essa versão também foi reproduzida pelo ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente. A Venezuela nega a responsabilidade.

No entanto, os barris – com a inscrição ‘Argina S3 30’, um lubrificante da multinacional – foram vistos na costa sergipana em 27 de agosto. Junto deles, manchas de óleo se espalharam pela areia de uma praia local. O recipiente, contém insígnias da petrolífera Shell e aparenta ter sido reutilizada, já que o material não era o lubrificante, mas petróleo cru. Não se pôde confirmar ainda, porém, se a possível reutilização foi feita pela empresa ou por outra. Além disso, uma etiqueta indicava a data de 17 de fevereiro deste ano.

Num dos barris encontrados, está escrito no topo a expressão “dirty bilge”. Seu significado é um termo à água suja que se acumula nos porões de navios. Isso corrobora com outra teoria, a de que o vazamento do óleo tenha sido resultado da limpeza de tanques ou navios.

Com informações de Poder360