Denise Dias, além de lagartense, é acadêmica em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Moradora dos arredores da Filomeno Hora, ela lidera um movimento que tem tentando adquirir uma quantidade significativa de assinaturas contra o arranque de árvores nas adjacências da praça.

“A retirada das árvores é iminente.”

Somando-se à Denise, outros universitários, como o lagartense estudante de Relações Internacionais, William Souza, se mobilizam pelo abaixo-assinado. Juntos, eles pensaram em duas formas de alavancar as assinaturas – de maneira física, na farmácia Farmacon, e virtualmente, através da plataforma Avaaz.

“A gente quer deixar pelo até a próxima semana, ou o mais rápido possível”, conta William ao O Papa-Jaca. A intensificação da campanha, segundo ele, se dá porque “a retirada das árvores é iminente”; isto é, como se trata de uma obra, pode ocorrer a qualquer momento.

Em seu perfil oficial no Instagram, Denise elenca o que seriam os argumentos contrários e favoráveis aos cortes. O fato de as figueiras presentes não serem nativas e não haver espaço suficiente ao crescimento das raízes seriam as justificativas pró-arranque.

No entanto, ela argumenta que os problemas que podem vir a surgir ainda não seriam visíveis e, por isso, o caminho mais sensato seria o equilíbrio. Ou optar por um modo gradual de substituição que não altere a ordem ecológico-climática – isto é, sem prejuízo ao nicho dos pássaros e morcegos frugívoros, e impedindo a formação das ‘ilhas de calor’ – ou aumentando o canteiro das árvores atuais, que evitaria a necessidade futura de uma nova retirada.

Em setembro, algumas plantas na Quintino Bocaiúva – rua sentido escola Adelina Maria – foram cortadas. Na justificativa, a Prefeitura informou que a Secretaria de Meio Ambiente, por meio do Engenheiro Florestal, fez um relatório da necessidade de corte apontando que aquelas “apresentavam muitas lesões no tronco interna e externa, raízes expostas etc”.