Além do casal riachãoense de prefeitos cassados – Gerana Costa e seu marido, Laelson Menezes, Sergipe deverá ter seu mais novo par de políticos inelegíveis. É que em julgamento nesta segunda-feira (30) o pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SE) formou maioria para condenar a deputada estadual tobiense Diná Almeida (PODE) à perda do mandato.

“Comprometeu a legitimidade das eleições, já que não foi observado o princípio da isonomia entre os candidatos.”

Além dela, o esposo Diógenes (MDB) – que é prefeito da cidade – também deverá ser condenado, mas apenas à inelegibilidade. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista e retornará no dia 10.

A acusação é de que a estrutura administrativa da Prefeitura de Tobias Barreto teria sido utilizada em benefício da campanha de Diná. Um dos fatos que chamou atenção da Justiça foi o cadastro de famílias para o programa Minha Casa Minha Vida em pleno período eleitoral.

“A convocação foi feita de maneira vaga e gerou em uma verdadeira romaria à sede da Secretaria Municipal de Assistência Social, com pessoas aguardando em longas filas para ‘ganhar uma casa’”, lembra o MPF em nota. A ação resultou até numa recomendação do Ministério Público Eleitoral (MPE) para que o cadastro fosse suspenso durante as eleições.

Além disso, a maior parte dos R$237 mil reais recebidos pela campanha de Almeida vieram de doadores que têm vínculos empregatícios com a prefeitura. Segundo os dados do TRE, dentre os 46 doadores de campanha, pelo menos 25 apresentam relação com o Município, cujas doações somaram R$148.207,55 – 62,52% do montante geral.

O desembargador-relator Diógenes Barreto afirmou que “ao promover sua campanha eleitoral com recursos de origem não identificada, a candidata abusou do poder econômico, pois comprometeu a normalidade e a legitimidade das eleições, já que não foi observado o princípio da isonomia entre os candidatos”.