No histórico 22 de fevereiro, agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) – através da Operação Leak – cumpriram mandados de busca e apreensão em Lagarto. O início daquela manhã culminou com a prisão do prefeito de Lagarto, Valmir Monteiro (PSC). Além disso, o GAECO, ligado ao Ministério Público, chegou a três propriedades que teriam sido adquiridas através do desvio milionário de dinheiro público.

De acordo com a denúncia oferecida, as propriedades teriam sido adquiridas com dinheiro adquirido através de lavagem. O Papa-Jaca revelou com exclusividade que, naquela denúncia, o MPE conseguiu ainda rastrear movimentações financeiras que embasaram o texto enviado à Justiça. O prefeito afastado teria se utilizado de “laranjas” para ostentar “formalmente a titularidade do domínio dos imóveis, adquiridos por meio de práticas criminosas”.

A informação confirmada agora é de que uma quarta denúncia por lavagem de dinheiro contra o prefeito licenciado foi impetrada. Se condenado, a pena em um processo pode variar de 3 a 10 anos de reclusão, além de multa.