Sob investigação da Polícia Federal em Sergipe desde o envio do processo por parte da procuradora eleitoral Eunice Dantas ainda em junho, o escândalo das laranjas passou a ter como foco o MDB. Das sete investigadas, apenas o caso da lagartense Marleide Cristina foi visto pelo Ministério Público com “graves indícios de crime”.

Mesmo assim, o caso ainda teria “muita ligação com a política em Lagarto”.

O escândalo envolvendo a candidata veio à tona após reportagem do O Papa-Jaca destrinchar sua prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral. Na ocasião, Marleide chegou a emitir uma nota ameaçando a imprensa; o texto foi veiculado no site O Bolo é Grande, de propriedade de Cícero Mendes – marqueteiro da candidata é igualmente investigado pelo recebimento irregular de mais de R$200 mil – fato também foi revelado pelo O Papa-Jaca.

Nossa equipe conseguiu conversar com o delegado da PF responsável pelo inquérito aberto, Antônio Carvalho. Segundo ele, “Marleide já foi interrogada. Nós já sabemos para onde foi o dinheiro, só que ainda não vamos exteriorizar”. Comentário foi publicado em nosso site no dia 2 de setembro. Ainda segundo ele, a história é “asquerosa”.

A reportagem que destrincha a prestação de contas de Cristina, serviu de base para abertura das investigações em fevereiro. O título trouxe um destaque: Parte dos R$468 mil recebidos pela lagartense serviu de aluguel para carros em comício dos candidatos Fábio e Goretti Reis. Atual presidente da legenda no estado e também de Lagarto, o deputado federal acabou ganhando destaque na imprensa do estado.

No entanto, mesmo beneficiado pelo esquema, o parlamentar não tem ligação com o caso; pelo menos é o que diz o delegado também em conversa com O Papa-Jaca. Mesmo assim, o caso ainda teria “muita ligação com a política em Lagarto”, pontua. Seguiremos acompanhando.