Depois de o Amazonas decretar, há dez dias, situação de emergência no sul do Estado e na região metropolitana de Manaus por causa de queimadas, o governo do Acre declarou na sexta-feira, 16, estado de alerta ambiental também por causa dos incêndios em matas. O problema se espalha pelo Mato Grosso e pelo Pará, mas não se restringe à Amazônia, ocorrendo em vários cantos do Brasil. O número de focos de queimadas no País já é o maior dos últimos sete anos.

De 1º de janeiro a este domingo, 18, foram registrados 71.497 focos em todo o País – alta de 82% em relação aos 39.194 focos registrados no mesmo período do ano passado. O recorde anterior era de 2016, com 66.622 registros no mesmo período. Os dados são do Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O assunto tomou conta do debate nacional e se somou à convocação de uma greve global pelo clima em 20 de setembro.

Atmosfera lagartense também respira fumaça produzida em queimadas do lixão da cidade. FOTO: Reprodução

Em relação a Sergipe, o estado teve, pelo menos, 60 focos de incêndio por mês nos últimos sete anos, de acordo com uma análise feita entre os meses de janeiro a agosto de cada ano. Em se tratando dos municípios, Tobias Barreto lidera com 63 casos totais em 2019. Capela e Lagarto, com 42 e 41, figuram tecnicamente empatados. Itaporanga D’Ajuda (39) e Porto da Folha (29) são os últimos no ranking dos 5 municípios com mais registros.

Levando em consideração que a pesquisa no estado reúne dados de janeiro até 19 de agosto, o município papa-jaca mostra concentrar a média de um foco de incêndio a cada 5,5 dias. É a maior, com larga diferença, entre as cidades da região centro-sul.