Desde que começaram, as obras para instalação de um novo modelo de saneamento em Lagarto pariram constantes polêmicas. A mais antiga delas é sobre de quem seria a responsabilidade de tapar os buracos feitos para que as instalações do esgotamento ocorressem – se do Município ou do Estado.

“Mais de R$65 milhões foram investidos.”

Acontece que as obras tocadas partem de um investimento feito através da DESO – Companhia de Saneamento de Sergipe, que pertence ao estado. A empresa que executa as instalações é a MRM. Tanto a companhia, quanto a empresa e a Prefeitura chegaram a firmar, no início de 2017, o chamado TAC – Termo de Ajustamento de Conduta.

O termo passou a ser descumprido já em outubro daquele ano, em virtude da paralisação do serviço por falta de repasses do Governo Estadual. O TAC em questão definia um cronograma de execução das obras especificando as ruas pelo nome e o período de conclusão. Com o descumprimento, o Ministério Público convocou uma audiência para discutir o andamento da execução ainda outubro.

Neste momento, os primeiros buracos “sem dono” passaram a surgir. Ao todo, mais de R$65 milhões foram investidos para esgotamento e a crítica trazida é sempre a mesma: “Cadê o dinheiro que estava aqui?”. Em rápido levantamento do O Papa-Jaca ficou confirmado que a DESO já coleciona cerca de 40 desses buracos em Lagarto.

Ao longo de todo o ano de 2018, a construtora e companhia foram notificadas afim de sanar os problemas causados à cidade. A última reunião registrada com o intuito de se construir um acordo com a MRM foi em novembro – na própria Prefeitura.

Antes disso, a empresa já havia sido proibida judicialmente de abrir novos buracos – e, com isto, concluir o serviço. Segundo o site Lagarto Como Eu Vejo, o Governo Estado nunca se pronunciou sobre o assunto. Procurada por nossa equipe, a DESO não atendeu às ligações para comentar os números.