Fotos: SECOM

Os lixeiros coloridos que fazem parte do cotidiano urbano municipal nunca fizeram muito sentido. Afinal, todo lixo recolhido era levado para o mesmo lugar – o lixão. Não apenas isso, tudo o que era descartado pelas famílias e empresas, se não fossem levados diretamente ao local de reciclagem, eram descartados no que deveria ser um aterro e, então, separado por catadores locais que conviviam com aquele material.

“Com o Lagarto Sustentável, o lixão será acabado.”

Acontece que em meio ao amontoado de lixo reciclável, existia também um amontoado de lixo orgânico e tóxico, dejetos humanos e animais, etc. Com a coleta seletiva regulamentada, os catadores passarão – de forma humanizada – a recolher o material que interessa à reciclagem diretamente nas casas. Nessa parte, a iniciativa dependerá da consciência da população em separar o que for reutilizável, do lixo comum.

Galpão de triagem e equipamentos de uso dos catadores cooperados. FOTO: Reprodução/SECOM

Um cronograma informando os dias em que o coletores passarão em cada rua deverá ser divulgado pela Prefeitura. O Município, em uma parceria que envolveu a Cooperativa dos Catadores de Lagarto (COOPCAL) e o Consórcio Centro-Sul (CONSCENSUL), garantiu Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e carrinhos para facilitar a coleta e garantir segurança aos coletores.

O lixo recolhido será encaminhado a um galpão de triagem cedido e equipado com prensa e balança. O produto final será vendido e garantirá a renda dos cooperados. De acordo com um assessor de Comunicação da Prefeitura, Ítalo Duarte, “com o Lagarto Sustentável, o lixão da cidade será acabado; essas pessoas [que sobrevivem da coleta] não estão mais no lixão, estão no galpão. Eles não vão voltar mais para lá, não terão mais contato com aquele lixo. É uma transformação social muito grande”, conta ao O Papa-Jaca.