O Ministério Público Federal (MPF) e o de Sergipe (MPSE) visitaram, como noticiado pelo O Papa-Jaca, as dependências do Matadouro de Lagarto. Além do local lagartense, o frigorífico itabaianense também foi vistoriado. A visita contou ainda com a presença de uma auditor fiscal do Ministério da Agricultura e teve o intuito de “conhecer de perto as condições atuais dessas unidades, sob o aspecto estrutural”, conforme nota institucional.

Acontece que a visita não passa de mero cumprimento de uma agenda burocrática, diante da urgência de debate de reabertura dos matadouros em questão. Em reunião anterior com o MPF e o MPSE, as prefeituras de Lagarto e Itabaiana apresentaram minutas de instrumentos licitatórios cuja finalidade é transferir os matadouros à administração da iniciativa privada, por meio de concessão pública. “De forma unânime, a medida foi apontada como uma das soluções plausíveis para que o abate de animais, o descarte dos resíduos e a comercialização do material obedeçam às normas sanitárias e cumpram as condições mínimas de funcionamento”, diz o texto à imprensa sobre o encontro. A partir disso, os matadouros passariam ao status oficial de frigoríficos.

Promotores em vistoria no Matadouro de Lagarto. FOTO: MPSE

“Eu achei importante [as visitas realizadas] porque conhecemos toda a linha de abate. Soubemos o que é indispensável para que o frigorífico funcione de forma a garantir a saúde da população; conhecemos as lagoas de tratamento e verificamos que os ‘matadouros’ de Itabaiana e Lagarto precisam de muitas melhorias para retomar o funcionamento”, avaliou a promotora de Justiça Cláudia Calmon.

Para o promotor de Justiça Iúri Marcel Menezes, há uma constatação de que o poder público não tem condições de gerir esses estabelecimentos. “Isso, de fato, deve ser uma atividade da iniciativa privada, que tem expertise no assunto e lida de forma profissional. O que nós vimos hoje foi uma situação de abandono nos antigos matadouros, tanto em Itabaiana como em Lagarto”, afirmou.

“Concessão eu até apoio, desde que a empresa seja paga pela prefeitura e a cobrança dos abates feitas por GRU pra conta da mesma. Fora disto precisamos tomar uma atitude visando impedir. R$100 mil por mês que deixaria de entrar nos cofres do Município.”

Marcus Vinicius, empresário lagartense e leitor