Faltando cerca de um ano para o pleito municipal de 2020, os ânimos vão se acirrando. Ao que tudo indica, esta será a eleição mais fragmentada e com mais candidatos alternativos dos últimos anos na cidade.

O fenômeno que atingiu o Brasil em 2018 nos permite dizer que é muito cedo para determinar que um dos principais pré-candidatos será de fato vitorioso, mesmo com o acumulado dos últimos seis meses apontando as mesmas figuras no topo.

Segundo o Instituto França Pesquisa, de janeiro à julho, Fábio Reis (MDB), Hilda Ribeiro (SD) e Ibrain Monteiro (PSC) têm se mantido como as principais escolhas do eleitor papa-jaca; o que indicaria uma vitória coronelista nas eleições municipais.

No entanto, é preciso frisar primeiro a evolução dos índices de rejeição, de acordo com o Instituto. O deputado federal Fábio, que é também filho do ex-prefeito Jerônimo, era rejeitado por 10% dos entrevistados em janeiro, subiu para 13% em abril, e variou para baixo em julho – indo aos 11%. A atual prefeita, Hilda, esposa do deputado Gustinho (SD), manteve os 6% de rejeição. Já Ibrain, filho do prefeito afastado Valmir Monteiro (PSC), era rejeitado por 16% em janeiro, variou para 18% em abril e subiu para 22% em julho.

Até dezembro do ano passado, Valmir trabalhava em sua pré-candidatura à reeleição e era tido como o principal nome. Sua prisão e múltiplos afastamentos acabaram não apenas retirando-o da jogada, mas fragilizando a candidatura do seu filho – que é, atualmente, deputado estadual.

Agora, o principal nome é o do emedebista Reis. Apesar de liderar, nos últimos meses acabou perdendo espaço nas intenções de voto, indo de 38% em janeiro para 34% em abril e 30% em julho. Hilda, que se mantém na segunda colocação, foi o único nome a crescer ao ir de 3% das intenções em janeiro para 20% em abril e, agora, 23%. Já Monteiro, de maneira inversamente proporcional à sua rejeição, viu sua pré-candidatura despencar de 23% em janeiro para 14% em abril; Ibrain variou para 15% em julho.