Logo no início do ano, com o escândalo de candidaturas laranjas nacionais do PSL, a imprensa do estado repercutiu sete nomes femininos sergipanos nas eleições legislativas de 2018 com alto repasse do fundo partidário e baixo contigente eleitoral. A lagartense Marleide Cristina (MDB) foi destaque – por possui a maior disparidade ao receber e gastar R$387 mil em verbas e um retorno de 186 votos.

Após isso, O Papa-Jaca divulgou com exclusividade indícios de incongruências em sua prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na primeira matéria da série de reportagens, o site pontuou que R$18 mil foram gastos em aluguel de veículos em dias que coincidem com carreatas da família Reis. Em fotos da própria Marleide, ela não é vista sequer utilizando seus materiais de campanha nas respectivas atividades.

A matéria em si é, atualmente, alvo de um processo por danos morais aberto pelo deputado federal Fábio Reis (MDB), que se vê prejudicado com a reportagem. O Papa-Jaca vê tentativa de censura à imprensa que detalha cenas de investigação que segue ganhando desdobramentos. Outro detalhe da prestação de contas de Cristina é o repasse de R$200 mil para Cícero Mendes, marqueteiro ligado ao deputado lagartense e que teria recebido quantia apenas para ‘mentorar’ a campanha da candidata. Procurado por nossas equipe via ligação, Cícero se negou a responder nossa equipe e ironizou: “Só R$200 mil?”.

Agora, a Polícia Federal resolveu abrir inquérito para apurar as incongruências. Participação do órgão pode significar o envolvimento de personalidades políticas eleitas no escândalo estadual. Quem tocava a investigação, até aqui, era a Procuradoria Regional Eleitoral. As informações sobre a participação da PF são do Jornal da Fan.

Outros nomes

Além de Marleide Cristina dos Santos (MDB), Ieda Suzana Walois Rodrigues Nascimento (PSDB), Alessandra Maia Vasconcelos Santos (PSDB), Vanessa Sotero da Silva (PSDB), Djane Montalvão da Luz (PSB), Jutailde Gomes Sá Barreto (PSB) e Maria Izabel dos Santos Vieira (PSB) são investigadas.