Durante toda esta semana, a parte mais ao leste da região Nordeste se viu num dilema muito comum no Sudeste do país. Uma frente fria atingiu os estados do litoral e alterou a expectativa de volume de água para 2019 – ano que, segundo meteorologistas, seria o de maior estiagem mesmo com o longo inverno.

“Estamos há 20 anos pedindo uma ponte aqui.”

Em Sergipe, 68 municípios superaram em mais de 100 milímetros a média de julho – entre eles, Lagarto. Na cidade papa-jaca, localizada no centro-sul do estado, as chuvas alçaram os 120mm; o que representa quase o dobro dos 150mm esperados.

O nível da precipitação foi responsável pelo alagamento de ruas e desabamento de estruturas como muros e casas. Os mais afetados foram os populares de bairros periféricos e assentamentos. Uma família acabou ficando desalojada e foi abrigada pela Prefeitura. Duas outras residências caíram parcialmente.

Casa desabou com o excesso de chuvas nas Onze Casas. FOTO: Moradores

A Defesa Civil Municipal atua nos pontos de instabilidade desde a intensificação das chuvas registrada, e prevista pelo O Papa-Jaca, na terça-feira (9). A previsão continua a indicar que neste sábado (13) o céu dê uma trégua e o sol apareça logo no final da manhã.

Com o período estiado, os estragos ficarão mais evidentes e os órgãos de segurança poderão atuar com maior intensidade. No entanto, apesar da pausa, a meteorologia prevê um julho ainda chuvoso, mesmo com a saída da frente fria.

Caso recente

Nesta sexta-feira (12) um veículo de grande porte tentou atravessar um trecho alagado que liga a cidade a um dos assentamentos lagartenses, o Doutor João, e acabou afundando – ele precisou ser puxado por um trator. Vídeo de moradores mostram que erosão prejudicou o acesso para futuras travessias de veículos do tipo. Populares afirmam cobrar uma ponte no local “há 20 anos”.