Em reportagem de fevereiro deste ano, nossa equipe trouxe ao ar a primeira matéria sobre o caso de Marleide Cristina (MDB) – suposta candidata laranja no pleito de 2018, a lagartense passou a ser investigada pelo Ministério Público após denúncias da imprensa. Proporcionalmente, cada voto da emedebista teria custado algo em torno de R$2,5 mil – o mais alto do estado.

“Qualquer dos fatos trazidos à opinião pública não aplica juízo de valor, seja à candidata, seja ao deputado.”

O Papa-Jaca revelou com exclusividade a ligação dela com o também lagartense Fábio Reis, que hoje é o atual presidente do MDB em Sergipe. Além de ser declaradamente seu candidato a deputado federal, a prestação de contas de Cristina aponta gastos de R$17,7 mil em aluguel de veículos nos dias 28 de agosto e 9 de setembro. Nestes dias, nenhuma atividade de rua da candidata esteve agendada e suas redes sociais não registraram qualquer participação em outra atividade que não fossem carreatas da família Reis.

Nossa equipe conseguiu, inclusive, duas fotos de Marleide na carreata do dia 9; na data ela sequer usava seus materiais de campanha. Na reportagem disponível em link no início desta matéria você poderá acompanhar outras incongruências encontradas em sua prestação ao TSE. É importante destacar ainda que o patrimônio de Reis cresceu 394% nos últimos 4 anos.

Foto da candidata em carreata do dia 9 de setembro. FOTO: Reprodução/Arquivo Pessoal

Acontece que qualquer dos fatos trazidos à opinião pública não aplica juízo de valor, seja à candidata, seja ao deputado. O Papa-Jaca apenas cumpre o papel de informar o que ocorre nos bastidores com seus respectivos detalhes. Isso é jornalismo.

Não satisfeito, o parlamentar abriu um processo contra o editor das reportagens. É o segundo num período de dois meses, sendo que o primeiro foi pedido desistência após sua Defesa alegar ter se enganado na produção da peça acusatória.

Ainda sobre o primeiro processo, Fábio dizia ter sido vítima de danos morais por matérias apontando que emenda parlamentar, de sua autoria, para reforma da praça Filomeno Hora, estava paralisada. A novidade é que, agora, o deputado não quer apenas que o editor “se abstenha de dirigir-se” a ele nas redes sociais, mas “em seu endereço eletrônico” – isto é, no site.