Fotos de O Papa-Jaca

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) já anunciava em 2010 que 10,57% da população papa-jaca estava na extrema-pobreza; ou seja, cerca de 10 mil pessoas com renda inferior a US$ 1,90 por dia – ou R$ 140 por mês – na cidade.

Grupo faz parte de outros 37,38% dos munícipes que recebem o Bolsa Família.

No Brasil, este número era de 6,6% em 2010 e se manteve assim até 2016, segundo dados do PNUD e também do IBGE. O percentual subiu para 7,4% em 2017, ao passar de 13,5 milhões para 15,2 milhões de extremamente pobres.

A estagnação, seguida do aumento, é resultado não apenas da crise econômica, mas da falta de políticas públicas eficientes, sobretudo por parte dos Municípios. Em Lagarto, de acordo com dados do Ministério da Cidadania (MinC), até abril deste ano o número de pessoas abaixo da linha da extrema pobreza foi de 10,4% – isto é, três pontos acima da média nacional atualmente. Grupo faz parte de outros 37,38% dos munícipes que recebem o Bolsa Família.

Extrema pobreza leva a busca por alternativas no modo de vida. FOTO: O Papa-Jaca

O programa do Governo Federal conseguiu reduzir o percentual de pobres e extremamente pobres na última década, mas sozinho se mostrou insuficiente. Especialistas apontam que o desemprego e a informalidade agravam o índice. Na cidade, conforme apurado pelo O Papa-Jaca, apenas 9% dos lagartenses possuem algum vínculo formal de trabalho – número é quase a metade da média brasileira.

Ainda segundo à Secretaria Nacional de Renda e Cidadania, que compila os dados apresentados pelo MinC, a média dos valores repassados às famílias papa-jacas é de R$155,35/cada. O Bolsa Família é operado pela Caixa Econômica Federal e injeta na economia lagartense cerca de R$30 milhões por ano.