Atualmente, Lagarto possui 25 obras. Número foi confirmado pela Prefeitura ao jornalista Laelson Correia. Entre essas obras está a reforma da praça Filomeno Hora, estagnada por falta de recursos de emenda parlamentar, segundo o Relatório de Acompanhamento de Obra, conseguido pelo O Papa-Jaca nesta quinta-feira (9).

Assim como a Filomeno, 80% dos empreendimentos municipais na cidade estão parados, hoje. Em cálculo da nossa equipe, número foi 16,6% maior no bimestre anterior, chegando a 96% das obras estagnadas no primeiro período deste ano. Os motivos, segundo o jornalista, vão desde erros técnicos a indícios de corrupção. Vale ressaltar que após a prisão de Valmir Monteiro (PSC), procuradores chegaram a pedir que a Administração submetesse todos os contratos a auditoria.

A queda no bimestre passado, encerrado em abril, se deu a partir de meados de março, já na gestão interina de Hilda Ribeiro. Porém, a porcentagem continua sendo alarmante. Em meio aos 20 ‘elefantinhos brancos’ municipais em Lagarto, não se incluem estruturas como o prédio do antigo Grupo Escolar Silvio Romero – transferido à competência do Estado durante a gestão Lila (PSDB) e, também, à espera de emenda prometida por Fábio Reis (MDB).

Interior do antigo prédio do Grupo Escolar Silvio Romero após princípio de incêndio. FOTO: Danniel Prata/O Papa-Jaca

Reivindicação da Academia Lagartense de Letras, estrutura serviria de sede ao grupo de intelectuais, ao passo em que também teria espaços para grupos folclóricos e artísticos da cidade. Não há previsão para o início da reforma e o prédio já foi alvo de incêndio em junho do ano passado. Conforme apurado pelo O Papa-Jaca, o projeto de arquitetura da Casa da Cultura seria doado pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e teria a intenção óbvia de salvar e, assim, manter as paredes originais.

Procurada por Laelson, a prefeita teria pontuado que o foco, no momento, tem sido “a recuperação da infraestrutura de ruas”, sobretudo, as “que foram afetadas com buracos pela implantação do esgotamento sanitário [da DESO]”, conclui.