Em abril, o Sindicato do Trabalhadores da Educação (SINTESE) rejeitaram a primeira proposta da Prefeitura de reajuste salarial. A proposta era de 4,30%, sendo 4,17% referente ao reajuste obrigatório do ano. Sendo assim, 0,13% seria a porcentagem de recuperação em relação ao passivo acumulado nos últimos anos. No entanto, a dívida dos reajustes somam 36,5%. No momento, um dirigente sindical informou ao O Papa-Jaca que se 0,13% de recuperação fosse concedido aos professores todos os anos, somente em 2300 que o acumulado seria pago.

Assim, uma nova janela de diálogo foi posta e após um protesto e uma reunião-relâmpago na Secretaria de Educação com secretários e o procurador-geral, a Prefeitura decidiu enviar uma nova proposta à Assembleia dos professores. Foi oferecido, então, 6% aos níveis defasados. Isto é, 1,87% de recuperação; a nova proposta foi rejeitada.

A partir daí, já ecoavam rumores que apenas um reajuste de mais 8% satisfaria a categoria. O rumor foi parte de informação publicada por nossa equipe ainda em abril. Segundo a SECOM, a Prefeitura então decidiu fazer um estudo de análise de impacto financeiro – teria sido desse estudo que o número oferecido nesta segunda-feira (20) aos professores foi gerado. A Assembleia do sindicato aprovou a nova porcentagem e, se cumprido, o magistério terá um reajuste de 8% e será a primeira vez, em anos, que a dívida apresenta curva decrescente.

A proposta é quase o dobro do obrigatório em 2019 e representa quase 11% do passivo acumulado desde 2014. Vale ressaltar que, no processo de cobrança, o sindicato foi criticado por não ter cobrado da gestão anterior os reajustes anuais. Em 2018, porém, a Prefeitura recebeu do SINTESE nota 3,6 na política educacional; resultado levou a então secretária, Vanda Monteiro, a emitir nota dizendo que a categoria teria a intenção de macular a gestão de seu irmão, Valmir.