A ordem de serviço para a reforma da praça Filomeno Hora, em Lagarto, foi dada em outubro do ano passado. De lá pra cá alguns estágios da obra avançaram – dentro das limitações orçamentárias – mas, atualmente, se encontra parada à espera de emendas prometidas pelo deputado federal lagartense Fábio Reis (MDB). Segundo o relatório oficial de acompanhamento de obra a qual O Papa-Jaca teve acesso as verbas não foram repassadas.

Os dados mostram que apenas os valores da contrapartida do Município foram usados para a execução do serviço, isto é, só os recursos próprios da Prefeitura tocaram a obra. Dos R$ 500.406,43 que seriam de emendas, nenhum valor foi pago para a reforma da praça até o momento, de acordo com o detalhamento analisado.

Já os cofres do Município desembolsaram R$ 142.926,16 para dar andamento ao serviço. A obra já ultrapassou mais da metade do prazo para entrega, mas somente um terço do valor total – correspondente a recursos próprios do Município – foram investidos. Como a ordem de serviço foi assinada em 22 de outubro, a entrega deverá ser na mesma data, porém, deste ano.

Para ser concluída, a reforma precisa dos recursos federais, ainda pendentes, já que estes se referem a dois terços de toda obra e cujo o serviço compreende também ao seu entorno. A praça Filomeno Hora é tida, por alguns, como a principal da cidade e, além de estar entre as mais antigas, o projeto em execução equivale à estima gerada nela.

Projeto

A obra é ousada. Propõe uma arquitetura moderna que nivela a praça com as ruas ao seu redor. Aumenta o número de vagas de estacionamento, diante do crescimento da população de carros em Lagarto, e repete o tipo de iluminação aplicada na praça dos Três Poderes – via lâmpadas de LED, que na verdade, teve sua instalação expandida ao restante da cidade no último mês.

Planta da obra. IMAGEM: Reprodução/SECOM

De acordo com o projeto, a vegetação que corta a Quintino Bocaiúva será retirada e dará lugar a uma avenida de mão única. O que hoje é rua ali, deverá dar espaço a vagas de estacionamento. No que cerne as árvores, um estudo teria se iniciado em novembro com o intuito de prever a possibilidade de manter as árvores que até hoje estão na praça – nenhum resultado foi publicado. No entanto, até o momento, nenhuma das árvores foi arrancada.

Por fim, pontos tradicionais deverão ser mantidos: (1) O monumento símbolo do Estado Maior, (2) o busto de Filomeno Hora e (3) os arcos que dividem o local em dois espaços. A reforma deverá ainda se estender, em outro momento, ao calçadão e à Coronel Garcez – praça atrás da Filomeno.