Prefeito afastado mediante prisão, Valmir Monteiro (PSC) é investigado, junto a seu filho, o deputado estadual Ibrain Monteiro (PSC), em processo que tenta entender prática de ilícito eleitoral no último pleito – em que Ibrain foi eleito. Na próxima quinta-feira (16) ele deverá vir a Lagarto para uma audiência de instrução na Comarca da cidade.

O principal objetivo da audiência é a produção de provais orais, que servirá à própria instrução do processual e podem abarcar a prática de crime eleitoral, utilização da Prefeitura para campanha, crime contra a Fé Pública e Falsidade Ideológica. Segundo o radialista Aloísio Andrade, da Juventude FM, a ação movida pelo Ministério Público do Estado de Sergipe (MPSE) se dá em razão da entrega dos apartamentos do Residencial João Almeida Rocha no último dia 03 de outubro, quatro dias antes das eleições; como já dito, outros ilícitos também são investigados.

Residencial João Almeida Rocha. FOTO: O Papa-Jaca

Vale destaque ao fato de que, conforme revelado pelo O Papa-Jaca em fevereiro, Ibrain nunca declarou um bem à Justiça ao longo de sua vida política. Seu pai, inclusive, afirmou possuir apenas um imóvel no valor de R$30 mil nas eleições de 2016, também segundo nossa equipe. Hoje, Valmir responde na área criminal por utilização de laranjas para enriquecimento ilícito através de lavagem de dinheiro público.

Em virtude deste processo, ele está preso preventivamente no Presídio Militar de Sergipe (PRESIMIL). Será a primeira vez que Monteiro deixa a cadeia desde que foi detido em 22 de fevereiro. Peritos, testemunhas, réus e seus respectivos advogados estarão presentes.

Desdobramentos

Ainda de acordo com O Papa-Jaca, procuradores que atuam na investigação em torno do Matadouro Municipal, vêem ligação entre a eleição de Ibrain com desvios da Prefeitura que desencadearam a Operação Leak. Laudo do Conselho de Controle de Atividades Financeiras – COAF, com resultado vazado em despacho de juiz do TJSE, a qual nossa equipe teve contato, mostra que em setembro passado 15 saques de R$50 mil foram feitos por empresário acusado de ser laranja do prefeito.