O argumento vencedor não foi divulgado já que o processo corre em segredo de Justiça, mas o que se espera é que o advogado do prefeito se manifeste ainda na manhã de hoje (30). É que após uma semana paralisado, o julgamento na Câmara Criminal de pedido de Valmir Monteiro para que obtivesse a liberdade, ainda que com medidas cautelares, foi negado. A desembargadora Ana Lúcia era a que faltava.

Antes dela, votaram, o relator do caso no tribunal, Marcel Britto – o mesmo que determinou a soltura de aliados de Valmir na sexta-feira – e a juíza convocada Maria Angélica França e Souza – que empatou o julgamento favoravelmente a Monteiro.

Até esta segunda-feira (29) o que se aguardava também era que com a saída, antecipada por aliados do prefeito, ele retornasse ao cargo – caso a decisão de hoje, além da liberdade, não acompanhasse a cautelar do afastamento do cargo. No entanto, a Câmara Cível do TJ manteve o afastamento dele e dos seus secretários da Prefeitura. Medida cautelar não precisaria ser posta para que Valmir seguisse sem o mandato.

A denúncia contra os réus no âmbito criminal do Matadouro já foi enviada no dia 11 de março. O inquérito policial e as testemunhas também já foram ouvidas, conforme apurado pelo O Papa-Jaca. Se condenados pelos crimes imputados – lavagem de dinheiro e organização criminosa – pena pode somar 18 anos de prisão e multa para cada um dos envolvidos.

Destaque ao fato de que a prisão preventiva foi decretada sob o argumento dos procuradores de que, mesmo sob a instrução da justiça, os réus seguiam lavando dinheiro público, sobretudo durante a eleição do filho de Valmir – Ibrain Monteiro (PSC). Segurança de testemunhas e apagamento de provas também constavam no texto do MPF.

Defesa do gestor ainda pode recorrer ao TJSE e, em seguida, às instâncias superiores. Nenhum jurista procurado pela nossa equipe quis dar parecer sobre o caso.